Ivan Fernandez/AP
Ivan Fernandez/AP

River Plate é o grande protagonista do futebol das Américas em 2015

Time argentino conquistou o título da Copa Libertadores neste ano

Bruno Guedes, EFE

29 de dezembro de 2015 | 10h13

O River Plate, 1501 dias depois de viver o drama do rebaixamento, fez história ao voltar conquistar a Copa Libertadores, em uma temporada marcada pelo domínio do Boca Juniors nas competições argentina e de conquista internacional inédita do Indepediente Santa Fé.

Protagonista deste ano no futebol das Américas, os 'Millonarios' fizeram uma campanha de reação na competição continental, já que flertaram fortemente com a eliminação na fase de grupos. Na última rodada do Grupo 6, o time portenho venceu pela primeira vez na competição, e contou com êxito do Tigres, do México, sobre o Juan Aurich, do Peru, para avançar.

Nas oitavas, o desafio seria enfrentar o time de melhor campanha, ninguém menos que o arquirrival Boca Juniors. No jogo de ida, no Monumental de Núñez, o River venceu por 1 a 0. Na volta, o placar marcava 0 a 0 até que, na volta para o intervalo, torcedores do time casa lançaram gás de pimenta dentro do túnel de acesso, atingindo jogadores adversário.

Com isso, a Conmebol suspendeu o confronto e, em seguida, eliminou os 'Xeneizes' da competição. Na sequência foi necessário virar duelo com o Cruzeiro, com êxito de 3 a 0 no Mineirão, após derrota por 1 a 0 em casa, e passar pelo perigoso Guaraní, que havia eliminado o Corinthians.

Na decisão, o River se reencontrou com Tigres, que pagou caro por ajudar o time argentino na primeira fase. Na ida, no México, as duas equipes empataram em 0 a 0, e na volta, no Monumental, o time da casa passou por cima, com placar de 3 a 0.

A vaga no Mundial de Clubes da Fifa já estava garantida com a vitória sobre o Guaraní, já que a equipe de Ricardo Ferreti, do zagueiro Juninho e do atacante Rafael Sóbis, por ser filiada à outra confederação, a Concacaf, não poderia representar a Conmebol no torneio.

Os 'Millonarios' estrearam no torneio intercontinental com suada vitória sobre o Sanfrecce Hiroshima, representante do Japão, país-sede por 1 a 0. Na decisão, quem levou a melhor foi o Barcelona, que bateu o time argentino por 3 a 0, com um gol de Lionel Messi e dois de Luis Suárez.

O grande destaque da campanha da equipe portenha no Mundial foi a torcida. Cerca de 15 mil argentinos invadiram as sedes da competição (Osaka e Yokohama), fazendo belo espetáculo nas arquibancadas, cantando a plenos pulmões para empurrar o River em campo.

Ainda em 2015, o clube do bairro de Núñez conquistou o inédito título da Recopa Sul-Americana, ao vencer duas vezes o rival local San Lorenzo por 1 a 0. O meia uruguaio Carlos Sánchez marcou os gols dos dois jogos decisivos.

O América, do México, assim como o River, também participou do Mundial, depois de conquistar a Liga dos Campeões da Concacaf, graças à vitória na decisão sobre o Montreal Impact, time do Canadá que disputa a liga profissional americana de futebol (MLS).

Mais uma vez, o representante do país acabou decepcionando, caindo nas quartas de final para o Guangzhou Evergrande, da China, em derrota de virada por 2 a 1. Na sequência, os 'Aguilas' superaram o TP Mazembe e ficaram com a quinta colocação do torneio. Das dez edições do Mundial com formato atual, na metade delas o time mexicano não conseguiu superar a primeira partida.

Na Copa Sul-Americana, o Independiente Santa Fé fez história, ao conquistar o primeiro título internacional da história. Depois de eliminar equipes como Nacional, do Uruguai, Emelec, Independiente, da Argentina, a equipe teve que passar pelo Huracán na decisão.

Em 180 minutos, os dois finalistas não marcaram gols, o que levou a disputa pelo troféu para os pênaltis. A equipe colombiana venceu por 3 a 1, conquistando o torneio e também uma vaga na fase preliminar da Copa Libertadores.

Entre os torneios nacionais, o grande destaque ficou com o Boca Juniors, que a partir do segundo semestre passou a contar com o atacante Carlos Tévez. A equipe conquistou o Campeonato Argentino, disputado ao longo de todo o ano por 30 times, e ainda levou a taça da Copa Argentina.

No Uruguai, o Peñarol ganhou o Torneio Clausura e o Apertura, esse último, com Diego Forlán no elenco. No entanto, depois da primeira taça do ano, o clube 'carbonero' foi derrotado pelo Nacional, na decisão do campeão da temporada 2014/2015.

Na Colômbia, Deportivo Cáli e Nacional de Medellín ganharam os títulos da temporada. No Chile, a festa foi das torcidas de Cobresal e Colo-Colo. No Paraguai, o Cerro Porteño ganhou o Apertura, perdeu na sequência o Clausura para o Olimpia, que também ficou com o Supercampeonato.

Além disso, o Emelec conquistou o título equatoriano, ao bater a LDU de Quito na final. No Peru, o título do campeonato ficou com o Melgar. Na Bolívia, Bolívar e Sport Boys - este de maneira inédita - foram os campeões. Já na venezuela, as taças foram para o Deportivo Táchira e o Deportivo La Guaira - outro novato no rol dos campeões.

Mais ao norte, o Santos Laguna comemorou o título do Santos Laguna, e o Tigres, vice-campeão da Libertadores, levantou o troféu do Apertura. Já nos Estados Unidos, o Portland Timbers conquistou o primeiro título na liga profissional do país (MLS). 

 

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