River Plate não se incomoda com favoritismo corintiano

O River Plate nem se incomodou diante das declarações apimentadas do meia Carlos Alberto, que prometeu que o Corinthians vai ?atropelar? na partida desta quinta-feira, às 21h45, no Estádio do Pacaembu, pela oitava-de-final da Copa Libertadores. Pelo contrário. Os argentinos estão adorando ser tachados de presa fácil, apesar da vantagem do empate para seguir em frente no torneio. ?É melhor que sigam nos dando como mortos. Pelos comentários que escutei, o River segue como azarão. É bom... Vou fazer o quê??, disse o técnico Daniel Passarella, com a receita do sucesso na ponta da língua. ?Não temos de jogar pensando em nos defender. Eles adoram quando o rival tem medo. E nós não vamos com medo: temos que crescer ainda mais. Vamos para atacar, porque se ficarmos atrás os brasileiros sempre vencem.?Desafeto do Corinthians desde que foi dispensado, no ano passado, Passarella reage com ironia diante do favoritismo declarado dos jogadores do Parque São Jorge. O alvo das respostas não poderia ser outro, senão, a MSI e Kia Joorabchian: ?Não me interessa o que eles dizem. Só acho que a única coisa que o Corinthians tinha de fazer era me pagar?, cutucou.Passarella não confirmou a escalação de Cáceres, que sofre com dores musculares na coxa direita. Guardará essa dúvida até a hora da partida. No entanto, as chances de o zagueiro atuar são grandes, já que o setor está desfalcado e Cáceres é considerado peça fundamental. ?Se ele joga é uma coisa; se não, é outra?, reconhece o treinador.Cáceres admite que o tratamento intensivo que realizou durante a semana será decisivo em sua confirmação para a partida. ?Estou me cuidando bastante porque tenho muita vontade de estar em condições. Temos de jogar em São Paulo como fizemos em nossa casa. Temos de nos preocupar com o nosso futebol e não com a pressão que exercerão por terem de vencer?, disse o zagueiro.O Pacaembu lotado também não amedronta. ?O estádio estará cheio, mas eu já estive contando como é o torcedor do Corinthians. Não temos de nos preocupar com os que estão fora de campo?, disse Passarella, que já sentiu a força da Fiel a seu favor.

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