River será o mesmo na "final" em casa

O River Plate entrará em campo, nesta quarta-feira, com a mesma equipe que perdeu para o São Paulo na quarta passada, por 2 a 0. O meia Montenegro, que tinha alguma possibilidade de jogar, ficará no banco. Pode ingressar em lugar do lateral Diogo, durante o jogo, dando mais ofensividade ao time. Nesta terça, houve apenas um treino físico, entre 11h e meio-dia. Os jogadores assistiram depois à vitória da seleção sub-20 da Argentina por 2 a 1 sobre o Brasil. O treino foi fechado, sem a presença de jornalistas. E sem declarações de jogadores. Leandro Viviani, assessor de imprensa do clube, diz que esse é um procedimento usual nas vésperas de jogo, mas alguns jornalistas desmentem, afirmando que pelo menos entrevistas são feitas, apesar de não se poder ver os treinos. Há um clima de nervosismo entre os dirigentes do River. Passar pelo São Paulo é a única esperança de "salvar o ano" porque a equipe está com dificuldades enormes - depende de uma série de resultados na última rodada do Campeonato Argentino - para se classificar à Libertadores de 2006. Leonardo Astrada, apesar de sua história no clube, corre riscos. Além da situação difícil nesta Libertadores e de ser pouco provável a classificação para a do ano que vem, perdeu dois e empatou um dos três jogos que fez contra o Boca Juniors - o que é inadmissível em uma rivalidade tão grande como a que existe entre os dois clubes. Há muita preocupação, principalmente entre torcedores, com o fraco preparo físico que o River tem mostrado na fase final das partidas. "Temos de ser mais inteligentes em campo e não perder bolas fáceis. Isso obriga a correr atrás do adversário e não é bom, além de nos tirar de nossa característica que é mandar no jogo", disse segunda-feira o lateral Federico Domínguez. A reportagem da Agência Estado conseguiu entrar no campo do River nesta terça. Uma funcionária permitiu a entrada ao ser informada que a intenção era apenas buscar a credencial para o jogo desta quarta. Foi possível ver os jogadores deixando o café da manhã e dirigindo-se ao campo. Eram cumprimentados por funcionários e alguns visitantes que tiravam fotos. Não havia um clima de vingança, ninguém pedia algo do tipo "vamos acabar com os brasileiros", ou coisa assim. Quando um dos responsáveis pela segurança percebeu que havia um brasileiro ali, chamou rapidamente o assessor de imprensa, que ordenou a saída da reportagem do estádio, devidamente acompanhado por um dos seguranças. A justificativa é de que as credenciais só seriam entregues à tarde e que não se podia estar ali. Dois dirigentes, irritados, falavam em invasão e diziam que foram proibidos de entrar no Morumbi há uma semana e que não se daria um tratamento diferente. O chefe de segurança foi mais irônico. "O que aconteceu em São Paulo foi uma vergonha, com muitas agressões, mas aqui não será assim. Nós somos diferentes de vocês", disse. O dirigente Hector Cavalleri afirmou a jornalistas argentinos que os brasileiros terão toda segurança no estádio. "Mas se estão com medo é porque sabem que se portaram mal em São Paulo".

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