José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

ROBERT BRILHA EM ÚLTIMO CLÁSSICO NO PALESTRA ITÁLIA

Atacante marca duas vezes no Palmeiras e São Paulo de 2010

Ciro Campos, Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

24 Março 2015 | 07h00

O clássico pelo Campeonato Paulista entre Palmeiras e São Paulo, nesta quarta-feira, marca um reencontro. Desde fevereiro de 2010 as equipes não se enfrentam dentro do estádio alviverde e assim como o encontro desta semana, uma série de coincidências entre as equipes movimentava aquela partida, vencida pelo time da casa por 2 a 0.

Era em uma tarde de domingo tensa e de muita pressão em que o Palmeiras recebia o rival pela 10ª rodada do Campeonato Paulista de 2010. Se neste ano a expectativa pelo encontro se dá pela disputa entre contratações, como os atacantes Dudu e Alan Kardec, na ocasião o grande foco era o treinador alviverde.

Três dias antes do clássico o Palmeiras demitiu Muricy Ramalho. O agora técnico do São Paulo chegou ao Alviverde renomado pelo tricampeonato nacional conquistado pelo clube do Morumbi, mas os resultados foram ruins e o cargo ficou vago durante uma semana de crise. A torcida protestou com faixas contra a diretoria e os ânimos não se acalmaram nem mesmo quando o substituto assumiu a equipe. Antônio Carlos Zago estreava justamente no clássico.


O ex-zagueiro foi ídolo dos dois clubes nos anos 1990, quando ganhou o Campeonato Brasileiro em 1991, pelo São Paulo, e em 1993 e 1994 pelo Palmeiras. A trajetória, porém, não foi lembrada pela torcida antes do jogo começar. Faixas em frente ao estádio criticavam o técnico e citavam um episódio em que ele foi acusado de racismo em 2006, quando jogava pelo Juventude.

A má fase do Palmeiras e o medo de brigas esvaziaram o estádio. Apenas 13 mil pessoas foram ao antigo Palestra Itália para presenciar um clássico de poucas chances de gol, baixo nível técnico e que teve como herói palmeirense um atacante que era renegado pelo ex-técnico Muricy Ramalho. Robert marcou duas vezes no segundo tempo para dar a vitória à equipe.

Os gols de cabeça saíram minutos depois da expulsão do zagueiro são-paulino Xandão, algo que irritou demais a equipe visitante. A vitória deu mais tranquilidade ao Palmeiras e emocionou o técnico estreante. "Conheço o clube, tenho uma história muito bonita aqui dentro. Hoje lembrei das minhas conquistas. Não poderia haver melhor lugar para começar minha carreira de treinador em uma equipe grande", disse Antônio Carlos ao Estado depois do jogo.

Dos presentes ao jogo, apenas dois estão no elencos atuais do clube. O meia palmeirense Cleiton Xavier foi titular na partida, mas não enfrenta o rival nesta quarta-feira por não ter sido inscrito no Campeonato Paulista. Do lado tricolor, o goleiro Rogério Ceni atuou na partida e estará no próximo clássico.

FICHA TÉCNICA

21/2/2010, Campeonato Paulista

PALMEIRAS 2 x 0 SÃO PAULO

PALMEIRAS: Marcos; Wendel, Danilo, Léo e Eduardo; Pierre, Márcio Araújo, Cleiton Xavier (Edinho) e Diego Souza; Robert (Deyvid Sacconi) e Lenny (Marquinhos). Técnico: Antônio Carlos Zago.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Renato Silva (André Luis), Xandão, Miranda e Jorge Wagner; Jean, Hernanes, Cicinho e Cléber Santana (Léo Lima); Marcelinho Paraíba e Washington (Henrique). Técnico: Ricardo Gomes.

Gols: Robert, aos 8 e aos 24 minutos do segundo tempo.

Juiz: Rodrigo Martins Cintra

Cartões amarelos: Xandão e Pierre

Expulsão: Xandão

Renda: R$ 390.270,00

Público: 13.590 pagantes

Local: Palestra Itália

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