Werther Santana/AE
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Roberto Carlos chega ao Anzhi e quer jogar até os 40

Jogador confirmou que chegou a pensar em parar após a eliminação do Corinthians da Copa Libertadores

AE, Agência Estado

20 de fevereiro de 2011 | 15h44

O lateral-esquerdo Roberto Carlos foi apresentado oficialmente neste domingo como novo jogador do Anzhi Makhachkala, da Rússia. A apresentação, porém, aconteceu na Turquia, onde o time da região do Daguestão realiza pré-temporada. O ex-corintiano usará no time russo a camisa de número 3, mesma numeração da época de Real Madrid.

Na sua primeira entrevista coletiva como jogador do Anzhi, Roberto Carlos confirmou que chegou a pensar em parar de jogar após a eliminação do Corinthians da Copa Libertadores. "Eu realmente pensei sobre isso", respondeu, quando questionado por jornalistas. "Futebol existe para trazer alegria às pessoas, mas quando apedrejam o seu carro e ameaçam a sua família, por causa do que você de futebol, isso é horrível. Então eu ponderei sobre se valia a pena continuar jogando futebol após isso e decidi ainda jogar no ''Anji''", explicou o lateral, já chamando o time russo pelo seu diminutivo.

Aos 37 anos e com contrato assinado por duas temporadas, Roberto Carlos já projeta se aposentar jogando pelo time russo, mas daqui a no mínimo três anos. "Eu pretendo jogar até 40,41 anos. O Anji realmente será o meu último clube, por isso vou tentar mostrar minhas melhores qualidades para terminar bem minha carreira."

Roberto Carlos surpreendeu ao confirmar que foi procurado por times da Inglaterra e do Brasil, mas que escolheu a Rússia porque tinha o sonho de jogar lá. "Quando eu jogava na Turquia, seguia de perto o Campeonato Russo e queria estar aqui. Agora o meu desejo se tornou realidade. Acho que minha chegada é muito importante para o Anji."

Para o técnico da equipe, Muslimovich Haji Hajiyev, a contratação do lateral é um marco para o futebol russo. "Eu acho que a chegada de Roberto Carlos na Rússia é um acontecimento. Ele é conhecido em todo o mundo do futebol e nós temos grandes esperanças para ele. Felizmente, o fato de ele estar aqui e também as suas atuações na Rússia, deverá estimular o desenvolvimento do futebol não só no Daguestão, mas em toda a Rússia."

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