Roberto Carlos critica cobranças e alfineta diretoria

Depois de Elias ter declarado que considerou "normal" os protestos da torcida do Corinthians no Centro de Treinamentos Joaquim Grava e no Parque São Jorge durante a semana, surgiu neste domingo a primeira insatisfação pública de um jogador sobre os incidentes.

AE, Agência Estado

17 de outubro de 2010 | 18h53

Após o empate sem gols com o Guarani, neste domingo, o lateral-esquerdo Roberto Carlos criticou indiretamente a diretoria do clube por ter permitido a entrada de torcedores para discutir com representantes do elenco sobre a má fase do time no Campeonato Brasileiro.

"Estou assustado porque quando joguei lá fora não tinha nada disso. Temos que pensar com relação a isso. Não aceito que eles vão no nosso lugar de trabalho e cobrem. Mas o melhor para acabar com isso é vencer", disse Roberto Carlos, que atuou por 15 anos no futebol europeu.

Na última sexta-feira, um grupo de 70 torcedores de facção organizadas foram ao CT Joaquim Grava pedir a saída de Alessandro, Moacir, Danilo e Souza do clube. Também exigiram uma conversa com alguns jogadores, que foram representados pelo capitão William, Elias e o próprio Roberto Carlos.

No sábado, com a anuência da diretoria, o treino inicialmente marcado para o mesmo local foi transferido para o Parque São Jorge, onde o acesso da torcida é ainda mais fácil. Lá as organizadas voltaram a criticar alguns atletas, entre eles Ronaldo. A atitude foi reprovada pelo elenco. "Fora de campo tem que organizar um pouco mais", alfinetou Roberto Carlos.

O presidente Andrés Sanchez disse, também neste domingo, que não vê erros em suas últimas atitudes. "O torcedor já foi no Parque São Jorge para aplaudir e para protestar. O que eles não podem fazer é invadir o campo. A gente fica triste com algumas palavras que foram colocadas, acho que exageraram, mas jogar no Corinthians é isso."

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