Roberto Carlos explica "peitada"

Roberto Carlos voltou aos treinos do Real Madrid, nesta segunda-feira, mas passou a maior parte do tempo tendo de explicar a expulsão de sábado, no amistoso com Portugal. O lateral campeão do mundo garantiu que não teve intenção ?alguma? de agredir o árbitro, apelou para o ?bom senso? da Fifa e espera ser punido, no máximo, com um jogo de suspensão, se seu gesto for mesmo considerado agressivo. Mais do que isso, acredita, seria exagero, pelo retrospecto de sua carreira. ?Não pensei, em nenhum momento, em atingir o juiz?, insistiu, assim que terminou a sessão de treinos na Ciudad Deportiva. ?Vi as imagens e não acho que sejam motivo para tanta discussão?, observou. ?Não acho que houve algo tão forte.? Roberto Carlos lembrou, em seu favor, que jamais havia recebido cartão vermelho em partidas pela seleção. Em sua opinião, o Comitê de Disciplina da Fifa deve levar em conta esse aspecto. ?Fiquei triste?, reconheceu. ?Na hora nem me dei conta se havia cometido indisciplina.? A cabeça quente, acredita, pode ter sido reflexo da pressão que sempre existe quando defende o País. ?Talvez porque estamos começando um trabalho, com novo treinador, eu possa ter me excedido?, alegou. Roberto Carlos se mostrou disposto a encontrar-se com o juiz israelense Alon Yefet e esclarecer tudo. ?Não tive intenção alguma de menosprezar o trabalho dele nem de ser agressivo?, disse. ?Não sou assim, nem dentro nem fora de campo.? A esperança é de que eventual punição se limite ao próximo compromisso do Brasil e não tenha reflexos em suas atividades no Real Madrid. ?Se for condenado, torço para que seja um jogo e com a seleção?, reforçou. ?Não gostaria de prejudicar o Real.?

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