Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Roberto Carlos nega prêmio do Real

O lateral Roberto Carlos garantiu que não vai receber nenhum extra ao atender ao pedido do Real Madrid para se naturalizar espanhol, a partir de dezembro. Com isso, ele vai abrir a possibilidade de seu clube contratar outro sul-americano - a legislação do país permite, no máximo, que três atletas fora da Comunidade Européia atuem no mesmo clube. Além de Roberto, o Real Madrid dispõe de Ronaldo e do argentino Samuel.A imprensa da Espanha divulgou que Roberto vai receber 1 milhão de euros para passar a desfrutar do passaporte europeu. Ele, porém, negou a informação. "Não sei de nada disso." Durante um intervalo dos treinos desta quarta, em Teresópolis, Roberto Carlos falou da seleção, de seus planos a médio e longo prazo e do adversário de sábado, a Venezuela.Sobre a naturalização espanhola, afirmou que Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, do Barcelona, vão tomar o mesmo caminho. "A tendência é esta." À Agência Estado ele também discorreu sobre um assunto delicado: a recente crise do Real Madrid, que resultou na demissão do treinador Jose Antonio Camacho. Roberto Carlos e Ronaldo foram acusados por parte da torcida do clube de terem ?trabalhado? o afastamento do técnico. Por isso, Roberto não tem concedido entrevista aos espanhóis. "Eu não gosto quando me sacaneiam, quando me jogam contra alguém." Agência Estado - Por que decidiu agora obter o passaporte da Comunidade Européia? Roberto Carlos - A direção do Real me pediu. Vai ser bom porque dará oportunidade de outro sul-americano vir jogar no clube. Tomara que seja algum brasileiro.AE - Pelo acordo, você vai receber 1 milhão de euros? Não sei de nada disso. Não vou ganhar nada. Tenho nove anos de Real Madrid e o clube tem o interesse de se reforçar com mais alguém da América do Sul. A papelada vai ficar pronta em dezembro. Daqui a pouco, Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho vão acabar fazendo isso também. A tendência é esta. AE - Como está sua relação com o clube, depois de alguns dias conturbados, em que chegou a ser vaiado pela torcida do Real? Estou muito bem, tanto que renovei meu contrato por mais quatro anos (até junho de 2008). Com relação ao problema que houve, não quero falar. Perguntem ao Ronaldo, que é o porta-voz do Real na seleção brasileira.AE - Por que você não quer falar sobre o assunto (foi acusado de influência na recente demissão de Camacho)?Eu me proibi de falar. Tudo tem a hora certa e o mau momento do meu clube vai passar logo, basta mais um ou dois jogos. Eu não gosto quando me sacaneiam, quando me jogam contra alguém. Eu fiquei no Real Madrid pelo treinador e começaram uma história. Não quero dar seqüência.AE - Quem começou o quê?Alguns setores da imprensa espanhola. Mas não quero falar disso. Estou aqui na seleção e feliz por isso.AE - E até quando vai manter o silêncio com a imprensa da Espanha? No dia que eu acordar bom, aí eu mudo de idéia.AE - O gol que você marcou contra a Roma (terça-feira retrasada, pela Liga dos Campeões) serviu como desabafo? Não, foi apenas resultado do meu trabalho. Sou um lateral que, por sorte, consigo fazer gols. Já fiz sete pela seleção brasileira. Minha trajetória no Real sempre foi muito boa e espero que as pessoas no clube nunca se esqueçam disso.AE - Você renovou contrato até 2008 com o Real. Pretende encerrar a carreira no clube? É muito cedo para falar nesse assunto. Quero terminar no Brasil, mas ainda falta muito tempo. Até lá, o que deve mudar é a maneira de jogar depois da Copa de 2006. Pretendo atuar no meio-de-campo. Laterais têm de correr muito e o desgaste é maior.AE - Vai ser o confronto mais difícil entre Brasil e Venezuela, o de Sábado, em Maracaibo? Depende. Se o time do Brasil entrar em campo inspirado e com muita vontade, pode decidir a partida até no primeiro tempo. Mas, realmente o atual time da Venezuela não é bobo.

Agencia Estado,

07 de outubro de 2004 | 09h53

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.