Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr./ Agência Corinthians

Roberto de Andrade se vê ‘forçado’ a demitir Oswaldo

Críticas de dirigentes e conselheiros ao trabalho do treinador aumentam após fiasco no Brasileiro; presidente deve tomar decisão nesta quinta-feira

Gonçalo Júnior e Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2016 | 21h05

A crise política que atormenta o Corinthians e as críticas de conselheiros devem selar a demissão do técnico Oswaldo de Oliveira após o time terminar o Campeonato Brasileiro fora da zona de classificação à Libertadores. Pressionado e correndo risco de sofrer um impeachment, o presidente Roberto de Andrade deve abrir mão de seu treinador numa tentativa de “apaziguar” o Parque São Jorge.

Nesta quinta-feira, após quase três horas de reunião em um restaurante em São Paulo, a decisão sobre a permanência de Oswaldo de Oliveira à frente do time foi adiada. Havia a chance de o treinador ser demitido ainda nesta quarta-feira, embora ele tenha contrato até o final de 2017.

Além de Roberto de Andrade, participaram da reunião com o treinador o diretor de futebol Flávio Adauto e o gerente Alessandro Nunes. Roberto de Andrade gostaria de tomar uma decisão até a noite desta quinta-feira, quando haverá uma reunião do Conselho para tratar sobre o orçamento de 2017.

Além da crise política, Oswaldo não conseguiu estabelecer um padrão tático e a equipe acumulou atuações ruins. O time foi eliminado da Copa do Brasil pelo Cruzeiro e perdeu a vaga na Libertadores depois de derrota também para o time mineiro na última rodada do Brasileirão – terminou em sétimo lugar perdendo a disputa com Atlético Paranaense e Botafogo. Só teve duas vitórias, além de quatro empates e três derrotas, o que rendeu aproveitamento de apenas 37,03% dos pontos.

É o pior aproveitamento entre os quatro treinadores que o Corinthians teve em 2016. Além dele, Tite, Cristóvão Borges e o auxiliar Fábio Carille exerceram a função nesta temporada.

O nome de Oswaldo, aliás, nunca foi uma unanimidade. O ex-presidente Andrés Sanchez e os seus aliados, como o ex-diretor Eduardo Ferreira, que se desligou da gestão de Roberto de Andrade, foram contrários à contratação. Apenas o presidente bancou a chegada do treinador. Agora, Roberto já estaria inclinado a não repetir a ação de tomar uma decisão que vá contra a opinião da maioria dos dirigentes e conselheiros do clube.

O problema é que não há um nome disponível no mercado para substituir a saída de Oswaldo. Os principais técnicos do País estão empregados.

Mesmo com o futuro incerto, Oswaldo vinha sendo ouvido sobre reforços e já tinha indicado, por exemplo, o volante Rithely, do Sport. Essa é uma das posições carentes do elenco. A diretoria sabe que precisa reforçar a equipe para voltar a ter um time competitivo na próxima temporada após um 2016 ruim.

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