Robinho: "A alegria é indescritível"

O senador Aloizio Mercadante parou na frente do camisa 7 santista. Queria um abraço, mas foi driblado. O atleta em questão, ao que parece, não sabia quem ele era. Por essa razão, preferiu seguir a volta olímpica. Foi mais um drible de Robinho, seguramente o maior ídolo dos torcedores santistas (como Mercadante) desde Pelé. Na comemoração de seu segundo título brasileiro, o jovem atacante de 20 anos não queria saber de formalidades. Queria era vibrar, brincar, zoar. Então, achou graça quando outro político famoso e santista o parou para dar um abraço. Era o governador Geraldo Alckmin. Este, sim, foi reconhecido por Robinho. "Obrigado por tudo, garoto", disse Alckmin. "Valeu, governador", respondeu o ídolo do Santos.Esse é o jeito de Robinho, o jeito moleque de ser. Que quase ficou fora da última rodada. Depois de passar por 41 dias a agonia de ter tido sua mãe seqüestrada, ele finalmente pôde voltar a jogar. Foram seis partidas ausente. "A alegria de jogar novamente e estar aqui com meus companheiros, conquistando esse título, é indescritível. Estou muito feliz", disse Robinho, que dedicou o bi, claro, à sua mãe, dona Marina. "Quero agradecer às pessoas que oraram por mim e principalmente por ela."Sem ritmo de jogo (foram quase dois meses sem atuar), Robinho acabou substituído por Basílio, aos 19 minutos do segundo tempo. Seu nome foi gritado por um minuto. Era ele o rei do Teixeirão. "A torcida de Rio Preto nos acolheu muito bem. Só tenho a agradecer todo esse apoio", disse.Após o duelo, com a taça na mão, Robinho subiu no teto de concreto de um dos bancos de reservas e continuou sua festa particular. Pulou como criança. Era só sorriso. E nem tinha como comparar o gostinho dessa conquista com o primeiro título, o de 2002. "Os dois foram suados, difíceis. Não têm como separar um do outro", afirmou.Correndo, Robinho saiu sem ouvir do presidente Marcelo Teixeira a promessa de que será mantido no Santos para a Libertadores de 2005. Era tudo o que a torcida queria ouvir.

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