Robinho aguarda posição do Real para definir seu futuro

Empresário confirma o interesse do jogador brasileiro em permanecer em Madri, mas quer valorização

EFE

06 de março de 2008 | 15h56

Os planos para ser o melhor do mundo desta temporada praticamente terminaram com a eliminação do Real Madrid nas oitavas-de-final da Liga dos Campeões da Uefa. Robinho, agora, tenta projetar seu futuro para a próxima temporada, e as conversas com o Real Madrid para a renovação de seu contrato já começaram. Veja também: Brasil tem 4 jogadores na eleição dos melhores do Real Madrid Temores do Real se confirmam com eliminação européiaO representante do atacante brasileiro Robinho, Wagner Ribeiro, disse à Agência Efe que o jogador brasileiro está muito bem adaptado à equipe e à cidade, mas afirmou que "será necessário aguardar para ver o que o Real Madrid faz, o que quer para ele"."No meio do ano se cumprirão três anos de Robinho em Madri. Ele gosta muito da cidade e do Real, está muito bem adaptado, mas ele é um profissional", declarou.Além disso, ele afirmou que o atacante recebeu muito mal a derrota para a Roma e a desclassificação da Liga dos Campeões. "Acabou a partida, fomos para casa e Robinho não conseguiu dormir. Conversando sobre outros assuntos para desligar, mas não conseguia e foi dormir apenas às quatro da manhã", declarou.Ribeiro também afirmou que Robinho esteve próximo de deixar o time de Madri no final da temporada passada. "Em 2007 falei com Mijatovic - diretor esportivo da equipe - e lhe disse que Robinho não estava contente, pois Capello o tinha colocado no banco e não jogava", afirmou."Robinho tinha uma proposta do Arsenal e declarou que caso esta situação perdurasse iria para Londres. Mas Mijatovic afirmou: não vá embora, Robinho será o melhor do mundo e quero que fique em Madri", disse Ribeiro.Além disso, o empresário revelou que o atacante brasileiro "tem o sonho de conquistar o prêmio de melhor jogador do mundo da Fifa". "Sabíamos que se o Real Madrid chegasse à final em Moscou, Robinho seria o primeiro, mas agora está mais difícil", declarou.Sobre Kaká, um dos sonhos do presidente do Real, Ramón Calderón, ele afirmou que "em 2002, no centenário da equipe", ele levou Kaká, "que jogou 20 minutos no Bernabéu e marcou um gol". "Depois da partida, Florentino Pérez - então presidente - afirmou que o queria no Real Madrid. Retornei dois meses depois para falar com Valdano - então diretor esportivo -, mas me disse que jogariam Zidane e Figo, não Kaká". "Então, fui falar com o Milan. Foi uma pena, pois Kaká queria ficar no Real Madrid naquele momento. E teria custado US$ 7 milhões", concluiu.

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