Robinho: dia de desmentidos na Vila

Hoje foi um dia de desmentidos sobre a saída de Robinho, que estaria sendo pretendido pelo PSV. Logo pela manhã, Wagner Ribeiro, procurador do atleta, leu os jornais e ligou para o atacante, marcando um almoço para esclarecer que não havia proposta oficial por parte do clube holandês. O presidente Marcelo Teixeira também comentou que não recebeu qualquer proposta oficial para a transferência do artilheiro. O técnico Vanderlei Luxemburgo, por seu lado, comentou que os jornalistas estavam trabalhando com um factóide. "Ninguém mostrou alguma coisa concreta, que seria a proposta oficial do clube europeu". O que ele estranha é o surgimento da notícia nesse momento em que o Santos corre atrás da liderança perdida do Brasileiro para o Atlético-PR. "É uma realidade do mundo do futebol, não tem como ser diferente", comentou. E concluiu: "Tenho conversado muito com o Robinho para mostrar que isso faz parte da realidade do futebol e não pode mexer com a cabeça do jogador, porque não temo como ele sair daqui até o final do ano e ele já tinha me falado que pretende ficar mais tempo aqui". O presidente santista e o empresário estavam afinados. É que o plano dos dois é manter Robinho no Santos até o final da Copa de 2006, quando o jogador poderá passar por uma valorização. Isso é o que ficou acertado no mês passado, quando Robinho e Santos chegaram a um acordo para novo contrato. Marcelo Teixeira escolheu falar sobre o assunto na Rádio Jovem Pan. Desmentiu que o clube tivesse recebido a proposta. Ele entende, porém, como normais esses comentários, pois "Robinho desperta o interesse no mundo todo e sempre surgem essas especulações". O dirigente acredita que o assunto surgiu para tentar tumultuar o ambiente no clube, "e atrapalhar o planejamento do time que está na reta final do campeonato". Teixeira conversou com familiares do jogador e também com o procurador do atleta para tentar saber de onde teria partido a notícia, mas continuava sem saber a origem dos comentários que ainda hoje agitavam o CT Rei Pelé. "Robinho não vai ser vendido", disse Teixeira, admitindo, porém, que uma proposta de 20 milhões de euros faria todo clube brasileiro vender seu jogador.Diferente - A situação de Robinho é diferente da de Diego. Teixeira nunca pretendeu vender nenhum dos jogadores, mas não teve de se curvar à vontade de Diego em jogar no futebol europeu. Até o último momento, ele tentou segurar o atleta, chegando a cobrir a oferta salarial do Porto, mas Djair Cunha, pai e procurador do meia, estava irredutível. Quando surgiu a possibilidade de o mesmo ocorrer com Robinho, Marcelo Teixeira chamou o jogador e fez novo contrato, que vai agora até janeiro de 2008. Em entrevista recente na televisão, Wagner Ribeiro informou que o salário do atacante no Santos era maior do que o recebido por Diego no Porto. Não informou o valor, mas gira em torno de R$ 200 mil mensais.

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