Bruno Cantini / Atlético-MG
Bruno Cantini / Atlético-MG

Robinho é condenado a 9 anos de prisão por violência sexual

Caso envolvendo o atacante do Atlético-MG aconteceu em janeiro de 2013, quando ele atuava no Milan

Agência Ansa, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2017 | 15h22

Mariolina Panasiti, juíza da nona seção do Tribunal de Milão, condenou nesta quinta-feira o atacante Robinho, do Atlético Mineiro, a nove anos de prisão por "violência sexual em grupo" contra uma jovem albanesa. 

 O caso ocorreu em 22 de janeiro de 2013, quando o jogador defendia o Milan e a vítima tinha 22 anos. Segundo a investigação, o ato teve a participação de Robinho e de mais cinco pessoas.

 Em 2014, Robinho chegou a divulgar um vídeo chamando a acusação de "triste e mentirosa" e ameaçou processar a imprensa por publicar informações "mentirosas".

"Venho me pronunciar pela primeira e última vez sobre o assunto. Em respeito a minha família e a todas as pessoas que gostam de mim. Hoje acordei com uma notícia muito triste e mentirosa, que me deixou profundamente revoltado, sobre um site que eu me envolvi com uma garota que eu não sei quem é, não conheço, desconheço qualquer informação desse calão", disse o jogador na época. "Quem me conhece sabe da minha índole, sabe do meu caráter e, graças a Deus, tenho uma família abençoada, tenho esposa, tenho filhos e tenho milhões de crianças que se espelham em mim. Fiquei muito triste e muito revoltado com essa notícia."

Como a sentença foi dada em primeira instância, ainda cabe recurso. Pouco depois da divulgação desta condenação, o atacante negou ter cometido este crime por meio de um comunicado distribuído nesta quinta, no qual foi defendido por sua advogada e representante, Marisa Alija. "Sobre a notícia envolvendo o atacante Robinho, em um fato ocorrido há alguns anos, esclarecemos que ele já se defendeu das acusações, afirmando não ter qualquer participação no episódio. Todas as providências legais já estão sendo tomadas acerca desta decisão em primeira instância", afirmou.

No caso, Robinho negou pela primeira vez a sua participação neste suposto crime de violência sexual em outubro de 2014, quando surgiu a informação de que estava sendo investigado na Itália. E agora ele reafirmou o que já havia dito anteriormente. "Robinho lamenta o episódio, que é levantado sem qualquer fundamento, justamente em um período que atravessa uma boa fase profissional, pessoal e familiar", disse o comunicado desta quinta.

NA INGLATERRA

Em 2009, Robinho foi acusado de estupro, quando atuava pelo Manchester City. Uma jovem o acusou de abuso numa boate em Leeds. Após investigação policial e apuração dos fatos, com ajuda de vídeos do local, foi comprovado que a jovem estava mentindo.

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