Robinho e Diego ganham pontos na estréia

Diego e Robinho não serão titulares na partida desta noite contra o México - deverão entrar no segundo tempo -, mas já ganharam pontos no conceito do técnico Carlos Alberto Parreira e começam a aparecer com boas chances de serem utilizados durante as eliminatórias para a Copa da Alemanha. O treinador ficou satisfeito com o grau de maturidade que os jovens apresentaram nesses dois dias de convívio, apesar de ainda serem "molecões" fora de campo.O amistoso no México tem vital importância para que os jogadores do Santos convençam Parreira de que já estão prontos para vestir a camisa brasileira. Até agora, vêm tendo sucesso, garantiu o comandante. "São dois jovens que foram convocados pela primeira vez e acredito que serão bem úteis num futuro próximo." O comportamento do meia, de 18 anos, e do atacante, de 19, agradou à comissão técnica. Integram a delegação como se já tivessem experiência de muitos anos. E mostraram personalidade ao evitarem os "chavões" sempre muito utilizados pelos jogadores no futebol. "Estou feliz de ser convocado, mas quero jogar, quero mostrar que posso defender a seleção", afirmou Diego. "Se entrar, vou dar minhas pedaladas", disse Robinho, referindo-se ao drible que ficou "famoso" após a final do Campeonato Brasileiro, quando o aplicou em cima do corintiano Rogério.O técnico do México, o argentino Ricardo Lavolpe, declarou, nesta terça-feira, estar preocupado com a presença de Diego. Acredita que o atleta, por ser jovem e estar estreando na seleção, possa ser decisivo no amistoso, caso entre no segundo tempo. "É um jogador de muita técnica."Sempre juntos - Amigos inseparáveis. Nem na seleção Robinho e Diego ficam distantes um do outro. Estão no mesmo quarto e descem juntos para tomar café, almoçar e jantar. A rotina é a mesma do Santos, com uma exceção: o videogame. Durante a curta passagem pelo México, os dois abriram mão da interminável disputa que fazem no futebol do videogame durante as concentrações. É que não levaram o aparelho.Parreira e Zagallo não escondem o entusiasmo com a nova dupla. Zagallo, supersticioso, tem motivos de sobra para mostrar otimismo. Foi justamente em Guadalajara, em 1970, que ele e Parreira começaram uma parceria vitoriosa. Calouros na seleção, Robinho e Diego foram ?obrigados? pelos companheiros, durante o almoço desta terça-feira, a discursarem. Só que não conseguiam falar, pois eram interrompidos a todo momento. ?Eles queriam que eu pagasse um mico, mas não vou pagar. Vim aqui para jogar futebol?, disse, Robinho, bem-humorado.

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