Robinho fora do "quarteto mágico"

O quarteto mágico do jogo desta quarta-feira do Brasil com a Venezuela não vai contar com a presença de Robinho. Ele ficará no banco de reservas. Ronaldo, Kaká, Ronaldinho Gaúcho e Adriano vão formar o ataque. O técnico Carlos Alberto Parreira se preocupou nesta segunda apenas em treinar jogadas de frente, numa demonstração de que a seleção pressionará o adversário em busca de uma goleada. Dos oito atletas poupados da partida com a Bolívia, domingo, em La Paz, sete estão confirmados na equipe: além dos dois Ronaldos e Kaká, Dida, Emerson, Cafu e Roberto Carlos vão atuar. O zagueiro Juan, outro ausente no jogo anterior, deve ser escalado. Mas ainda será avaliado no treino desta terça. Ele ficou longo período fora das atividades regulares em razão de um problema muscular. Para o meia-atacante Kaká, a seleção tem tudo para deixar o Mangueirão com um grande resultado. Ele acredita, assim como Ronaldo, que a despedida do Brasil das eliminatórias do Mundial vai ser uma grande festa. "É o que todo mundo quer, o povo de Belém está envolvido e animadíssimo. A expectativa é essa: entrar em campo, dar espetáculo e golear." Sobre sua presença no quarteto, disse não ter certeza de que continuará como titular até a Copa, comentando que em oito meses "muita coisa pode mudar". "Podem surgir contusões, lesões, o rendimento de um jogador cair. Por isso, ninguém pode se acomodar." Kaká também tem uma torcida particular em Belém. No hotel onde a seleção está hospedada, uma fã deixou na portaria uma carta de 63 metros com palavras de incentivo ao craque do Milan. Não - A coordenação do grupo que defende o ?sim? no referendo sobre desarmamento ainda não desistiu de obter o depoimento de alguns atletas mais conhecidos e do próprio técnico da seleção, favoráveis a sua plataforma. Uma equipe chegou a visitar a concentração da seleção em Teresópolis, antes da viagem da delegação para a Bolívia. Mas não conseguiu nenhuma gravação. Ronaldo já havia manifestado sua intenção de participar da campanha. Carlos Alberto Parreira também queria contribuir. "Esbarramos em problemas de agenda nossos e dos jogadores. A CBF até se dispôs a ajudar. Mas não criou facilidades", disse Eduardo Ribeiro, da coordenação do ?sim?. "Desde a partida contra o Chile, em setembro, estávamos tentando gravar na Granja Comary. Não deu. Não sei se na volta de Belém haverá possibilidade. Vamos insistir", comentou Ribeiro.

Agencia Estado,

10 de outubro de 2005 | 20h15

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