Robinho marca após 4 meses

Alguns detalhes, que os melhores momentos da televisão certamente vão ignorar, explicam de forma mais satisfatória a partida desta quarta-feira entre São Caetano e Santos, com a vitória do último por 1 a 0. Quer um exemplo? Com os lances editados, parecerá que Diego, que deu um belo passe de trivela para Elano errar na frente de Sílvio Luiz e ainda sofreu o pênalti que culminou no único gol (de Robinho) visto no Anacleto Campanella, vai pensar que o meia santista fez grande jogo. Não é verdade. Elano esteve melhor que ele. Por outro lado, quem se restringir aos melhores momentos, não vai ver a grande atuação do meia Marcinho no primeiro tempo. Ele correu o tempo todo, deu até passe de letra. Aos 42, por exemplo, após grande drible de corpo sobre Alex, avançou e arriscou, por cima do gol. Um detalhe curioso na partida foi ver sair do banco de reservas do São Caetano dois atletas que há poucos anos eram paparicados em todo o País. O atacante Adhemar, reserva absoluto do time do ABC, entrou no segundo tempo, não fez nada. No finalzinho da partida, entrou o meia Anailson, que em 2001 foi considerado por muitos o melhor jogador brasileiro. Se não tivesse entrado, teria dado na mesma. A torcida santista há alguns meses repete que um dia Robinho volta a jogar o futebol mostrado nas finais do Brasileiro de 2002. Nesta quarta ainda não foi esse dia. Ele marcou o único gol da partida, é bem verdade. Mas não há motivo para grandes comemorações, no entanto. O lance em que Diego foi derrubado na área criou polêmica. O meia aproveitou bola espalmada por Sílvio Luiz, tocou na frente e deu o corpo para o adversário encostar nele. Foi tocado nas costas pela mão de Marcelo Mattos, aproveitou o toque e se atirou ao chão. Pênalti. Robinho, que estava desaparecido (há muitos jogos, aliás), bateu e marcou. Este foi o primeiro gol do camisa sete em partidas oficiais após quatro meses. O atacante só voltaria a aparecer aos 22, quando, depois de belo passe, deixou Elano sozinho na frente do goleiro, que defendeu mais uma. Com lances como esse, Sílvio Luiz evitou uma derrota mais expressiva.

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