Robinho mudou a história recente

Foram três anos e cinco meses de uma história incomparável no futebol brasileiro recente. Quando Robinho entrou nos minutos finais do jogo contra o Guarani, na Vila, em 24 de março de 2002, pelo Torneio Rio-São Paulo, o Santos já estava quase eliminado da competição e sua torcida sofria com uma fila que já durava 17 anos. Neste domingo, ao se despedir da Vila Belmiro, Robinho pode ter a certeza de que mudou a história do clube. Não é exagero dizer que ele também mudou a história do futebol brasileiro. Há muito tempo um jogador não conseguia a unanimidade que Robinho conseguiu, de ser ídolo acima de camisas e escudos, adorado por todas as torcidas. Com Robinho, o Santos voltou a existir. Ganhou dois títulos brasileiros, disputou três Libertadores (e foi vice em 2003), viu sua torcida aumentar. E poderá também mudar o futuro de um clube grande com estrutura média, desde que Marcelo Teixeira saiba como gastar os US$ 30 milhões que vão para os cofres do Santos vindos do Real Madrid. Conseguiu construir uma imagem de jogador-artista-ídolo que nenhum outro jogador brasileiro chegou perto nos últimos anos. Robinho desfilou por 41 meses nos campos brasileiros, contra 31 de Kaká e 16 de Vagner Love. Robinho vai deixar dinheiro nos cofres santistas, saudades nos torcedores de todos os times e tornará órfãos aqueles que gostam de futebol. Que outro jogador que atua no Brasil pode ser tão querido quanto ele? Foi essa a pergunta que o Jornal da Tarde e a Agência Estado fizeram pela internet durante a última semana. O vencedor, turbinado pela enorme torcida corintiana, foi Tevez, com quase 30% dos votos. Mas é impossível imaginar um palmeirense ou um vascaíno admirando o argentino como fazia com Robinho. Tanto que 20% dos internautas assumiram que nenhum jogador poderá ocupar o lugar do sete santista, mesmo com opções de ídolos de todos os times grandes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.