Robinho não comenta assédio do Real

Na entrevista coletiva que concedeu, nesta sexta-feira à noite, na concentração do Santos, o atacante Robinho reafirmou o desejo de não comentar mais o fim do seqüestro de sua mãe, Marina da Silva Souza, e apenas pensar na decisão contra o Vasco, no domingo. "Estou pronto para o jogo e disposto a ajudar meus companheiros", afirmou. "Não estou tão bem fisicamente quanto nas outras partidas em que atuei, mas vontade e garra não vão faltar." Enquanto esteve fora da equipe, Robinho confessou que se comportou como qualquer jogador. "Assisti aos jogos em casa, rezando, roendo as unhas", contou. "Mas o grupo é forte, continua jogando bem e espero que possamos ser campeões no domingo".Robinho agradeceu o gesto do companheiro Basílio, que antes do treino coletivo, nesta sexta-feira à tarde, lhe entregou o colete da equipe titular. "O Basílio é um irmão para mim, sempre nos entendemos bem", disse. "Tínhamos conversado: se ele fizesse um gol, iria oferecer para mim, e eu farei a mesma coisa."Outro assunto que o atacante do Santos não quis comentar, é a cogitada tranferência para o Real Madrid, da Espanha. "Não é o momento de falar sobre isso, não estou com cabeça para negociações, apenas para pensar no Vasco."Aos 20 anos, Robinho disse que o seqüestro de sua mãe fez com que ele ficasse mais experiente, mas afirmou que não vai mudar seus hábitos. "Sou igual a todas as pessoas, gosto de sair, ir ao cinema", contou. "Mas minha família vai tomar providências, está alerta."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.