Robinho não fala mais com dirigentes

Tudo o que o Santos quer é que Robinho volte a treinar e a jogar. Caso isso aconteça, a idéia é conversar com o atleta e até perdoá-lo pelo caso, uma vez que suas atitudes estão sendo encaradas pela diretoria do clube como influência do procurador Wagner Ribeiro. Como a situação continua indefinida, o clube está tomando suas precauções para o caso de ter de entrar numa batalha judicial. Já foi realizada uma consulta à Fifa e um escritório de advogados especializado em direito esportivo foi contratado para acompanhar o caso.Se a diretoria esperava ver Robinho novamente no time, nesta quinta-feira o jogador faltou mais uma vez ao treino. Na véspera, ele apareceu para rever os amigos, conversou com o técnico Gallo e surgiu a expectativa de que ele iria retornar no dia seguinte pela manhã. Amigos do atleta comentaram que ele já não conversa mais com os dirigentes e está cansado dessa situação toda, querendo um final feliz para o quanto antes. Por conta do impasse, ele não vai poder ser apresentado nesta sexta pelo Real Madrid e esse era o prazo que Wagner Ribeiro havia dado à diretoria para a concordância com a transação, sob pena de o jogador cumprir seu contrato até janeiro de 2008, quando estará livre para negociar com qualquer clube sem consultar o Santos e, principalmente, não ter que dividir o dinheiro da transação com o time. O presidente Marcelo Teixeira está de férias com a família em Miami, nos Estados Unidos, e acompanha a evolução do caso. Mantém firme a posição de só liberar Robinho com o depósito integral e à vista da multa rescisória, fixada em US$ 50 milhões. Uma de suas ordens é para evitar que o jogador seja hostilizado. Teixeira acha que Robinho está sendo mal orientado pelo seu procurador, que é o maior interessado na venda. Mantém ainda a admiração pelo atleta e nem pensa em vê-lo jogando com outra camisa. Além disso, Marcelo Teixeira tem dois objetivos ligados à Copa do Mundo do ano que vem. Ele entende que Robinho sairá valorizado da competição e aí chegará a hora de negociá-lo pelo valor máximo do mercado. Pretende também, dentro da política de elevar internacionalmente o prestígio do Santos, de ter pelo menos um jogador disputando o mundial. A última vez que isso ocorreu foi na Copa de 74, quando o clube cedeu o zagueiro Marinho Peres para a Seleção. O problema maior é a vontade de Robinho de jogar no Real Madrid. Por conta disso, a diretoria trata do problema com bastante cuidado. Quer evitar uma batalha judicial, embora esteja se armando para ela, e continua mantendo sua posição de liberar o atleta. O impasse está formado a até esta quinta-feira não havia acordo. Quando um dos lados irá ceder é o que está sendo objeto até de apostas na cidade.

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