Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Robinho não mete medo no São Paulo

Os jogadores do São Paulo respeitam, admiram, mas não têm nenhum medo de Robinho, que enfrentarão neste domingo no estádio da Vila Belmiro, pela Copa Sul-Americana. "Ele é bom, está em boa fase, mas não me preocupo mais do que o normal. Não dá para ter medo de ninguém", diz o lateral Júnior, que voltou ao Brasil há um mês, depois de quatro anos na Itália.O mal-estar, quase irritação de Júnior com a pergunta, é grande. Deixa claro que não vai mudar de vida apenas para marcar Robinho. "Marquei grandes atacantes na Itália também. O Robinho tem qualidades, mas eu não posso ficar me preocupando muito, não vou mudar de jeito. Tenho de atacar também, não vou desistir disso."Se é um problema para todos, Robinho é um problema especial para Alex, que será o seu marcador. E ele só tem elogios ao rival. "É o jogador mais habilidoso do Brasil, leve, arisco e inteligente, mas não dá para ter medo de nenhum jogador de futebol. Cautela é outra coisa, até acho bom ter alguém na cobertura para o caso de ele escapar", explica Alex. Pode até haver uma sobra, mas a "sombra" será Alex, como Rodrigo explica. "O Robinho joga mais pela esquerda do ataque e o Alex é o responsável. Se o Robinho recuar, o Alex vai atrás, seja aonde for."A "sobra" é Lugano, que se diz admirador de Robinho, ou Alê, que tem outra incumbência: cuidar de Ricardinho, assim como já cuidou de Petkovic e Sorín em outras partidas. Sim, porque, apesar do discurso aguerrido, de quem não teme Robinho e mesmo o Santos, o São Paulo será muito cauteloso na Vila.A ordem veio de Leão. "Ele explicou que o jogo é de 180 minutos e que a gente pode decidir no Morumbi, não podemos perder a chance de fazer isso", diz Alex, que faz o seu primeiro clássico paulista, no quinto jogo pelo clube. Ele se mantém no time porque Fabão está suspenso pela expulsão contra o São Caetano. Alex jogará aberto, pela direita, com Lugano atuando na sobra.A opção pela cautela é confirmada por Leão. "Riscos não foram feitos para serem corridos de forma desnecessária. Vamos jogar da mesma maneira que atuamos contra o São Caetano. Lutando, atacando, mas sem riscos. Podemos decidir a vaga no Morumbi."O melhor retrospecto do Santos nos últimos jogos não dá ao time da Vila Belmiro o status de favorito (venceu os últimos três jogos). Pelo menos, na avaliação de Rodrigo. "Em clássicos, o retrospecto não vale muito. O Santos não tem mais time que o São Paulo. Pode ter um ou outro jogador de mais nome, mas a vontade vale muito. E não vejo nenhum time com mais vontade de vencer do que o nosso", diz o zagueiro.Titular do São Paulo e com rendimento ascendente, Rodrigo não considera o jogo contra o ataque mais poderoso do Brasileiro - 78 gols em 35 jogos - como o primeiro teste real para a defesa do São Paulo - 33 gols em 35 jogos. "Nada disso. Nós estamos jogando bem o ano inteiro e a defesa está aprovada. Mesmo se a gente levar três ou quatro gols, continuamos com uma média muito boa", analisa. "O rendimento do ano todo não pode ser trocado pelo de uma única partida", completa.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.