Robinho não sentiu o peso da camisa

O Robinho do Santos deu as caras neste domingo na Seleção Brasileira. O menino driblador, provocador, insinuante com a bola nos pés fez sua melhor partida com a amarelinha. Era um Robinho alegre. Com personalidade e muito à vontade entre as feras brasileiras já consagradas do futebol mundial. Os paraguaios bem que tentaram marcá-lo. Em vão. Mesmo atuando somente em território nacional, os beques adversários pareciam conhecer a fundo a habilidade do jogador. Nenhum ousava dar o bote de primeira, certo de que ficaria para trás.O mais novo talento da Seleção também foi decisivo na vitória de 4 a 1 sobre os paraguaios. Aos 40 minutos do segundo tempo, ele sofreu pênalti em falta de Da Silva, seu último recurso para pará-lo.O atacante recebeu a bola livre pela direita, com uma "avenida" pela sua frente. Bem ao seu estilo, foi levando, levando, levando a bola até se aproximar da área. Pedalou, claro, para cima dos marcadores até ser derrubado. Abraçado à bola após a falta, passou a incumbência ao melhor do mundo, o filho da terra Ronaldinho Gaúcho, que marcou seu segundo gol na partida.Na comemoração, Robinho ganhou um abraço apertado do craque. "Vou levar uma boa lembrança de Porto Alegre. Graças a Deus, todos do time jogaram bem, apesar de toda a falta de entrosamento. Espero continuar bem na Seleção", disse Robinho, para logo em seguida agradecer o carinho do torcedor, que, a exemplo do santista, desde a chegada do time à capital gaúcha, tem pedido sua permanência no Brasil. O jogador está de malas prontas para o Real Madrid.O menino de ouro da Vila Belmiro faria muito mais no segundo tempo do Beira-Rio. A ele ainda estava reservado um dos quatro gols da equipe, que ocorreu aos 37 minutos, num momento em que a Seleção passava por dificuldades, após a expulsão do zagueiro Lúcio. Robinho estava para deixar o time para a entrada de Juan, uma maneira de recompor o setor defensivo.O atacante sabia que tinha então mais alguns segundos para tentar o gol. E foi em sua última arrancada, por trás dos beques, que ele se posicionou para receber passe "açucarado" de Kaká. Robinho dominou a bola e chutou rasteiro. Era o quarto gol da Seleção. E o menino santista já não pertencia mais somente à cidade praiana. Era do Brasil. Será do mundo em breve. "Nós sempre acreditamos no Robinho", dizia o técnico Carlos Alberto Parreira, em sua entrevista.Na comemoração, Robinho fez questão de "lustrar" as chuteiras do amigo Kaká, o autor do passe. "Estava torcendo muito por um gol de Robinho. Todos torciam por ele. E foi muito bom participar diretamente desse gol, com o passe", disse Kaká, um dos melhores do time na vitória neste domingo. Robinho, Adriano, Kaká e Ronaldinho Gaúcho devem enfrentar a Argentina.

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