Robinho pede à torcida que tenha paciência com a seleção

'Primeiro, temos de pensar em ganhar', é o argumento dele para o jogo desta quarta contra o Equador

Sílvio Barsetti, Fábio Hecico e Robson Morelli, Estadão e Jornal da Tarde

16 de outubro de 2007 | 20h48

Robinho representa tudo aquilo que o freqüentador do Maracanã gosta: sabe driblar, faz gols bonitos e joga para a torcida. Mas nem assim esconde uma certa preocupação sobre como seria a reação do público, nesta quarta, no caso de nova atuação ruim da seleção brasileira.Veja também: Jogadores da seleção ansiosos com retorno ao Maracanã Ronaldinho pede seleção mais agressiva para alegrar torcedor Dunga deixa marca dos pés na Calçada da Fama do Maracanã"O torcedor vai cobrar espetáculo. Primeiro, temos de pensar em ganhar. O time vai precisar de paciência e espero que a torcida tenha paciência também." Ele conta com o apoio do Maracanã lotado "do início ao fim do jogo". Robinho guarda na memória um momento especial que tem relação com o estádio: a atuação de Romário em partida disputada em 1993, pelas Eliminatórias da Copa dos Estados Unidos, em que o Brasil venceu o Uruguai por 2 a 0. Romário foi o autor dos dois gols do jogo e não errou sequer um lance em todos os 90 minutos. Sobre o confronto desta quarta, com o Equador, ele, primeiro, foi diplomático com a imprensa vizinha. "É uma grande equipe, vai trazer dificuldades." Mas, diante da insistência dos repórteres equatorianos sobre o potencial da seleção adversária, Robinho mudou o discurso. "Não dá para a gente se perturbar com essa história de que o Equador vai jogar pressionado por vir de derrota (1 a 0 para a Venezuela)." Bem humorado e com dificuldades para evitar que os microfones tocassem seu rosto, Robinho afirmou estar em ótimas condições físicas e totalmente recuperado da torção de tornozelo que o deixou fora de treinos semana passada, em Teresópolis. "Quem vier ao Maracanã vai ver a seleção brasileira com muita garra, empenho." Ele explicou que a atuação ruim contra a Colômbia, na estréia das eliminatórias, se deu por vários aspectos, entre os quais os efeitos da altitude de pouco mais de 2.600 metros de Bogotá e a força do time da casa. Robinho talvez seja o jogador mais extrovertido da seleção e está sempre no comando das rodas de samba e pagode do grupo. Gosta também de funk, assim como Vagner Love, de quem costuma receber alguns cds do gênero de presente. "Vou ver se em campo consigo retribuir a atenção do Love, deixando-o na cara do gol", comentou, depois de indagado sobre o jejum de gols do companheiro de ataque na seleção. "Ele é um grande jogador. Logo, vai deslanchar." Atencioso, Robinho teve até de responder sobre um eventual pedido da torcida por Obina na seleção. O atacante do Flamengo, um atleta que altera bons e péssimos momentos, é ídolo do time rubro-negro. No treino de segunda-feira, na Gávea, um pequeno grupo de flamenguistas pediu a Dunga por Obina. O técnico não deu a menor atenção. Robinho coçou a cabeça antes de satisfazer o repórter carioca. "Opa, o Obina é excelente. E é normal que a torcida peça pelos ídolos locais."

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.