Ricardo Saibun/Divulgação
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Robinho prioriza Santos, mas não descarta jogar em rival

'No futebol as coisas mudam muito rápido', afirma atacante

O Estado de S. Paulo

21 de maio de 2015 | 15h47

Envolvido no imbróglio sobre a renovação de seu contrato com o Santos, o atacante Robinho foi o escolhido para conceder entrevista coletiva nesta tarde, no CT Rei Pelé. No início, o camisa 7 disse que seria "coletiva normal, mas que servirá para esclarecer algumas coisas."

"Não sei nada sobre jornalismo, mas acho que o profissional tem de ser mais responsável pelo que publica. Saiu por aí que ia jogar em time A, B ou C, e meu telefone fica bombando. O que tem de verdade é que tem muita gente interessada no meu futebol, mas não estou acertado com ninguém ainda", disparou o atacante.

Todas as perguntas feitas foram sobre a permanência ou não dele no clube e, a todo momento, Robinho respondia que a "prioridade é o Santos, quero continuar aqui, mas vou avaliar todas as propostas e ver o que é melhor para mim e para minha família".

O jogador também não descartou jogar em outra equipe do futebol brasileiro, ao contrário da promessa de Paolo Guerrero, do Corinthians. "Não, sou profissional, se não conseguir acerto aqui, vou ouvir outras ofertas e assinar."

Nos últimos dias, o Flamengo tem sido especulado como o próximo destino do atleta. Robinho, no entanto, disse que "há realmente um interesse por parte deles, mas é como o de outros clubes, no Brasil e no mundo, pelo meu futebol. Mas não tem nada assinado ainda."

Ainda sobre jogar em outro time brasileiro, Robinho também não descartou atuar em algum rival local de São Paulo. Segundo o atualmente santista, "o futebol muda muito rápido e muitas coisas podem acontecer."

Para assinar a renovação, Robinho também espera que a diretoria quite as dívidas com ele e com os outros jogadores do elenco. A partir de então, irá discutir novo vínculo com o alvinegro praiano. Quanto à sua pedida de salário, Robinho acredita que está ao alcance do clube. "Todos falam que quando voltamos da Europa temos de diminuir o salário. Mas muitas vezes pedimos menos, mas mesmo assim não recebemos. Então, peço pagamento que acredito que o clube pode pagar. Se não puder, sigo minha vida e vou pra outro lugar."

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