Robinho sente um gostinho especial

Robinho, como todos sabem, joga muito. Mas quando o adversário é o Corinthians, o garoto se supera. Quem não se lembra das pedaladas na final do Brasileirão de 2002? Pois é. Hoje, ele repetiu a dose. E fez mais: driblou, correu, armou, cabeceou, chutou, serviu, fez gols (dois!). Foi, disparado, o principal jogador santista na vitória por 3 a 0, na Vila. "Fiz uma grande partida, eu sei, mas o mais importante é que o Santos venceu", disse o atacante, carregando na modéstia. Já o técnico Oswaldo de Oliveira não poupou elogios. "O Robinho desequilibrou. Foi espetacular!" O fato é que Robinho não sabe o que é perder para o Corinthians. Em oito jogos, ganhou sete e empatou um. "A rivalidade com o Corinthians é enorme. Ganhar deles tem sempre um gostinho especial". O show começou cedo. Aos 7 minutos, Robinho recebeu na esquerda, encarou Wendel, pedalou, levantou a cabeça e cruzou para Léo marcar o primeiro gol santista. A porteira estava aberta e Robinho sabia por onde conduzir a boiada. Era pela esquerda, nas costas do lateral-direito Edson. O técnico Tite, desesperado, chegou a tirar um meia (Dinelson) e colocar mais um beque (Marinho), na tentativa de parar Robinho. Em vão. "Estamos jogando bem, mas ainda vou fazer o meu gol", disse Robinho, no intervalo. Não demorou para ele cumprir a promessa. Logo no primeiro minuto do segundo tempo, recebeu de Deivid e chutou colocado, à esquerda de Fábio Costa. Na comemoração, imitou a dança de Tevez - um passinho pra cá, outro pra lá, uma careta e uma gargalhada. A intenção era mostrar ao argentino quem é que manda na Vila. "O Tevez é um excelente jogador, mas não tem essa de duelo. O jogo era entre Santos e Corinthians", disse Robinho, minimizando a importância que a mídia deu para o encontro dos dois. Eles chegaram a se abraçar antes e depois do jogo. No intervalo, trocaram camisas. Aos 10 minutos, o corintiano Betão resolveu entrar na festa. Deu uma bola de presente para Robinho, que não perdoou e marcou o terceiro, numa bomba indefensável para Fábio Costa. A estrela de Robinho voltou a brilhar aos 16. Ele subiu mais que o grandalhão Marinho e cabeceou forte; Fábio Costa pegou. Aos 25, resolveu fazer o que mais gosta: tirou os zagueiros para dançar. Na ponta direita, pegou a bola e fez que ia para um lado. Não foi. Saiu pelo outro. Anderson e Wendel, coitados, se trombaram. Foi feio.Robinho estava endiabrado.

Agencia Estado,

13 de fevereiro de 2005 | 20h13

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