Robinho: Teixeira desautoriza negócio

O presidente Marcelo Teixeira teve nesta segunda-feira outro dia de irritação, ao saber que o empresário Juan Figer está em Madri conversando com os dirigentes do Real sobre a venda de Robinho. "O Santos não autorizou ninguém a negociar o Robinho e se o Figger está na Europa, deve ser por conta do procurador do atleta, Wagner Ribeiro", disse o dirigente, que acredita na permanência do atacante na Vila Belmiro até depois da Copa do Mundo "Não vejo o Robinho fora antes disso".Para manter a maior estrela do clube, o presidente santista vai usar os trunfos que tem nas mãos, principalmente o contrato firmado com o jogador até janeiro de 2008 e que prevê multa rescisória de US$ 50 milhões. "Ninguém vai pagar o que o Santos quer", comentou Marcelo Teixeira, sem informar de quanto seria a pedida pelo jogador. Mas disse também que "não recebo propostas e nem admito em ouvi-las".Como a última palavra é do clube, que detém 60% dos direitos federativos do atleta, essa estratégia será colocada em prática quando o assédio, que já é grande, aumentar. "O assédio em cima dele é muito forte, não dá para comparar com o que é feito com qualquer outro jogador", admitiu Marcelo Teixeira. Ele entende que o Santos "dispõe de uma boa condição para manter Robinho e nós vamos resistir ao máximo porque ele é muito importante para o Santos".Marcelo Teixeira comentou que a condição para manter o atleta não vem de um possível acordo de publicidade e voltou a dizer nesta segunda que soube da informação sobre o interesse da Nestlé em contratar Robinho como garoto propaganda pelo empresário Wagner Ribeiro. "Foi ele quem disse que a Nestlé queria manter o Robinho no Brasil".E Teixeira acha que esse é também o desejo do atleta: "o Robinho é muito determinado, malandro, e sabe o que quer: ele pretende ficar no Santos".

Agencia Estado,

21 de fevereiro de 2005 | 19h45

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