Patrick Floriani/Figueirese
Patrick Floriani/Figueirese

Nona rodada do Brasileirão tem protesto dos jogadores contra invasão ao treino do Figueirense, de SC

Após apito inicial das partidas, atletas ficaram com os braços cruzados por cerca de 30 segundos com a bola parada no centro do campo: 'é o nosso basta', disse Hernanes, do São Paulo

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2020 | 19h48

A nona rodada do Campeonato Brasileiro, que teve início nesta quarta-feira, tem protesto dos jogadores contra a invasão de torcedores ao treino do Figueirense, ocorrido semana passada. Após o apito inicial das partidas, os atletas ficaram com os braços cruzados por cerca de 30 segundos com a bola parada no centro do campo. Hernanes, do São Pualo, disse que o gesto é "um basta dos jogadores" a essa violência sem limite no futebol.

A invasão ao treino do Figueirense aconteceu no último sábado. Quando o elenco fazia uma atividade no Orlando Scarpelli, torcedores quebraram o portão e conseguiram entrar nas dependências do estádio em Florianópolis. Houve agressão aos jogadores e alguns tiveram ferimentos leves. Os torcedores, cerca de 40, estavam armados com arma de fogo. O técnico Elano fez um discurso muito emocionado contra o que aconteceu. Falou de medo e de jogadores querendo rescindir contrato.

Depois do empate por 1 a 1 entre São Paulo e Red Bull Bragantino, o meia Hernanes criticou a invasão e explicou o protesto organizado pelos atletas nas partidas da rodada. "É uma indignação de todos jogadores, porque damos o sangue e a vida, mas às vezes não conseguimos o resultado. Não é justo a violência. Tem de acabar isso. Nos unimos e protestamos para criar consciência. Isso não pode acontecer no Brasil e ao redor do mundo. Futebol é apaixonante, mas somos racionais ainda e tem limite para tudo. Nosso chega. Nosso basta".

O Figueirense realizou Boletim de Ocorrência ainda no sábado e segue buscando uma punição aos infratores. O presidente do clube, Norton Boppré, se encontrou com o Procurador-Geral de Justiça Fernando da Silva Comin, que colocou o Ministério Público de Santa Catarina à disposição da Polícia Civil na apuração do caso.

O técnico Elano revelou que algumas torcedores estavam carregando armas de fogo. "Pessoas entraram dentro do nosso ambiente de trabalho, armadas, com garrafas, armas de fogo. Poderia ter acontecido uma tragédia muito pior. Poderia, sim. E a gente entristece. Nós, que amamos o futebol, sentimos muito", disse Elano ao programa Bem, Amigos!, do canal SporTV. Os protestos devem continuar nesta quinta-feira, na partida Corinthians x Palmeiras.

Os torcedores vêm pressionando o time por causa da sequência de resultados negativos na Série B do Campeonato Brasileiro. Após o episódio, o Figueirense atuou na terça-feira e empatou por 0 a 0 com o Cuiabá. A equipe cararinense tem seis pontos em oito jogos disputados na Série B.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.