Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Rodízio no Palmeiras testa 30 jogadores e utiliza Dudu em 74% do tempo

Time vai ao mata-mata do Paulista após observar quase todo o elenco e dar cargas parecidas aos atletas da mesma posição

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2019 | 12h39

Depois de 14 partidas na temporada, rodízio de titulares e longa observação do elenco, o Palmeiras começa as quartas de final do Campeonato Paulista, neste sábado, contra o Novorizontino, com um grande repertório de informações sobre os jogadores. Até agora o técnico Luiz Felipe Scolari testou 30 atletas em jogos oficiais, dos quais 24 estiveram em campo no mínimo o tempo equivalente a duas partidas inteiras (180 minutos).

O Estado realizou um levantamento da minutagem de todos os jogadores utilizados pelo Palmeiras na temporada (confira abaixo). A pesquisa apontou informações interessantes. Além de ter dado chances aos três goleiros e observado garotos da base, Felipão conseguiu dar exatamente a mesma carga de tempo em campo para os quatro laterais, assim como manteve os volantes e meias com números parecidos.

O começo de 2019 mostra que um jogador é praticamente intocável no rodízio de titulares. Apenas um. Dudu esteve em campo em 12 dos 14 jogos do Palmeiras até agora. O atacante participou de 74% dos minutos que o time jogou. Ele só ganhou descanso em duas partidas: contra Mirassol e Ponte Preta, dois compromissos válidos pelo Campeonato Paulista.

Fora o camisa 7, o trio formado pelo zagueiro Gómez, pelo goleiro Weverton e pelo atacante Borja também se firmou como um dos pilares da equipe. Todos foram bastante acionados pelo treinador, assim como o zagueiro Antônio Carlos e o volante Felipe Melo. Eles são os campeões de minutagem.

"Tenho um grupo bom e posso fazer a mescla, deixar alguns jogadores no banco e descansar outros. Procuro mesclar nos treinamentos, na observação das outras equipes, procuro a montagem da equipe em contato com a fisiologia. E a gente vai mesclando para chegar bem em todas as competições", explicou o treinador no ano passado ao defender a ideia do rodízio de titulares.

Os reforços trazidos nesta temporada ainda estão com pouco tempo de bola rolando em comparação aos colegas já remanescentes de 2018. Após se recuperar de cirurgia no joelho, o atacante Ricardo Goulart foi o novato com mais tempo em campo, enquanto o meia Zé Rafael não chegou a atuar por um jogo completo. Nomes como Matheus Fernandes e Arthur Cabral ainda não estrearam. Esses estão devendo.

O rodízio de titulares do Palmeiras teve início no segundo semestre do ano passado, junto com a chegada de Felipão. A equipe utilizou uma formação para o Brasileirão e outra para a Copa do Brasil e para a Libertadores. A estratégia fez o clube ter boa campanha em todas as competições e também caiu no gosto dos jogadores, que ressaltavam a vantagem de o revezamento propiciar chances para todos no elenco. Há outro fator o mportante: diminui o risco de lesão. Em média, os times grandes do Brasil fazem 70 partidas por ano.

Nesta ano, o técnico Felipão conseguiu dar chances para três garotos das categorias de base (Esteves, Vitão e Léo Passos), que jogaram contra a Ponte Preta, na quarta-feira. Mesmo sem ser inscrito no Estadual, o meia Hyoran foi testado ao participar de duas partidas na Libertadores. O rodízio no Palmeiras só deverá acabar nas retas finais dos campeonatos, quando Felipão terá de se valer de seus melhores atletas pensando em ganhar títulos. 

"É uma situação que não estamos acostumados, mas acho super válido ter esse rodízio. É uma cultura que precisamos colocar em prática e que tem lá fora, mesmo com bem menos jogos no calendário", disse o atacante Willian no ano passado, quando o time começou a colocar o rodízio em prática.

 

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