Rodrigo Caio diz ter preferência pela zaga, mas avisa: 'Estou aqui para ajudar'

Atleta do São Paulo também pode jogar como volante e lateral-direito

Estadão Conteúdo

25 de julho de 2016 | 17h50

Convocado como zagueiro, Rodrigo Caio acredita que um dos diferenciais que o fez ser chamado pelo técnico Rogério Micale para fazer parte da seleção olímpica foi a versatilidade em poder atuar também em outras posições. Pelo São Paulo, desde que subiu para o profissional, em 2011, ele também já atuou como volante e lateral-direito. Como a equipe olímpica só pode ter 18 atletas convocados, um jogador que atue em outros setores facilita a vida do treinador.

"Sempre deixei claro que minha posição de origem é zagueiro. Claro que em uma competição de curto prazo e com poucos jogadores, acredito que as convocações de vários jogadores foram por isso. Quero ajudar, independentemente da posição. Deixo claro aonde eu gosto de jogar, onde me sinto confortável, mas quero estar entre os 11 dentro de campo. Quero poder ajudar de alguma forma e tenho certeza que essa polivalência vai ajudar bastante", comentou em entrevista ao site da CBF.

Rodrigo Caio frequenta as seleções de base desde 2012, quando passou a atuar pelo time sub-20. E, logo no primeiro ano, demonstrou ter estrela ao marcar o gol do título contra a Argentina no Quadrangular Internacional da categoria. Dois anos mais tarde, foi eleito o melhor jogador do Torneio Internacional sub-21 de Toulon. Neste ano, disputou a Copa América Centenário pela seleção principal.

"Essa experiência, sem dúvida, me ajuda muito. Sou muito novo, tenho 22 anos, mas já tenho muitos jogos pelo São Paulo, joguei bastante pela seleção e me sinto muito preparado. Vou procurar passar um pouco da minha experiência para alguns. Tenho certeza que a vinda de jogadores mais velhos, como o Fernando Prass, o Neymar... Ajudem nisso. Acredito que com a mistura de juventude e experiência a gente vá fazer uma belíssima campanha", acrescentou.

Sobre a busca pelo ouro inédito, ele minimizou que seja uma pressão a mais no elenco. "Sabemos que é muito difícil, mas confiamos muito na nossa geração, no trabalho que vem sendo feito há dois anos e temos qualidades e condições para conquistar esse ouro. Temos de chegar com a cabeça no lugar, trabalhar forte, vamos ter um trabalho de mais ou menos 16 dias e acredito que a gente vá estar muito preparado para vencer", finalizou.

A seleção brasileira está reunida em Teresópolis (RJ) e ainda fará um amistoso contra o Japão, neste sábado, em Goiânia, antes da estreia nos Jogos Olímpicos. A equipe treinada por Rogério Micale inicia a caminhada rumo ao inédito ouro em 4 de agosto contra a África do Sul, em Brasília.

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