Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Rodriguinho diz que não confessaria gol irregular e vê exagero com o Corinthians

Meia acredita que o lance irregular de Jô criou uma discussão desproporcional sobre fair play

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

18 de setembro de 2017 | 12h46

O gol irregular marcado por Jô na vitória do Corinthians sobre o Vasco por 1 a 0, domingo, no Itaquerão, ainda rende muita discussão e polêmica. O meia Rodriguinho admitiu, em entrevista nesta segunda-feira, que não confessaria o toque caso marcasse um gol de mão. Ele criticou a forma com que o assunto está sendo abordado. Na sua opinião, existe um exagero contra o Corinthians. 

"Acho legal a discussão do fair play, mas não pode ser exagerada. Certas coisas ninguém vai fazer. Se eu fizer um gol impedido, não vou ser eu que vou falar, e ninguém falaria. Tem de ser o jogo mais limpo possível, sem tirar vantagem. Mas, explicando o lance do Jô, ele estava dividindo a bola e, às vezes, a gente não sabe onde a bola pega. Tem de ver na TV. Pegando o cara saindo de campo, é complicado. Ele falou que não pegou, mas ali ele não tem a noção exata do que aconteceu", disse o meia. 

Rodriguinho acredita que o lance criou uma discussão desproporcional. Ele acredita que tudo isso ocorra por ter sido uma jogada favorável ao Corinthians. Disse ainda que, quando acontece o inverso, a reação não é a mesma. "Acho que quando é ao nosso favor, a maioria das pessoas pega bem pesado. Quando é contra a gente, é esquecido rapidamente. São coisas com as quais estamos acostumados aqui dentro", completou.

Ao ser lembrado sobre o lance de Rodrigo Caio, que no clássico com o São Paulo admitiu que não sofreu falta de Jô e isso evitou que o atacante levasse cartão amarelo e ficasse fora do jogo seguinte da semifinal do Paulistão, Rodriguinho saiu pela tangente e disse que não dá para comparar os lances. 

"Não querendo justificar, mas são situações distintas. É muito difícil alguém em um gol falar que bateu na mão ou que estava impedido. O que o Rodrigo Caio fez é coisa para enaltecer, é um fair play muito legal. Mas se a gente começar a discutir cada jogada se está impedido ou não, é muito complicado", opinou.

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