JF Diorio/Estadão
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Roger afirma que Palmeiras fez o pior jogo do ano e revela bronca

Empate com o América-MG arranca críticas do treinador, que contou ter promovido conversa séria no intervalo

Ciro Campos, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2018 | 07h00

O técnico Roger Machado, do Palmeiras, foi sincero ao avaliar a atuação do time no empate por 1 a 1 nesta quarta-feira, contra o América-MG, no Allianz Parque, pela Copa do Brasil. Em entrevista coletiva, o treinador classificou a partida como a pior do time no ano e afirmou que se faltou bom futebol, ao menos a apresentação acabou salva pela vaga garantida às quartas de final da competição.

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"Temos 31 jogos no ano. Este foi o de pior nível técnico. Produzimos um jogo coletivo de baixo nível, não foi bom. Mas foi uma ótima classificação para uma partida de exceção. No sábado certamente voltamos ao nosso nível", comentou Roger sobre o compromisso seguinte. No fim de semana o Palmeiras recebe o Sport, também no Allianz Parque, pelo Campeonato Brasileiro. 

Contra o América-MG o time saiu atrás no primeiro tempo, com gol de Serginho, e chegou ao empate com Willian. O resultado, somado à vitória por 2 a 1 em Belo Horizonte colocou a equipe na próxima fase. Mas entre um gol e outro, no intervalo o treinador precisou agir. "Geralmente as minhas orientações no vestiário são muito técnico-táticas. Essa eu diria que foi meio a meio. Técnico-tática com um pouquinho de puxão de orelha para que a gente voltasse mais atento no segundo tempo", explicou.

Após a partida os jogadores do Palmeiras também reconheceram que fizeram um jogo ruim. No intervalo a torcida chegou a vaiar a equipe. "Seria injusto atribuir a atuação em função somente dos nosso erros. É importante valorizar o adversário, que fez um jogo justo, estudado e conseguiu nos marcar bem", avaliou Roger. As quartas de final da Copa do Brasil serão disputadas somente depois da Copa do Mundo.

O treinador afirmou que não vê a atuação ruim como sinal de uma má fase, mas sim fruto de uma coincidência negativa. "Naturalmente, quando cinco, seis, sete jogadores atuam bem a gente sabe como se desenrola o jogo. Da mesma forma, o contrário. Quando temos muitas individualidades em um dia infeliz, o jogo coletivo é de baixo nível", comentou.

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