Roger: cirurgia e volta só em 2006

A temporada acabou para o meia Roger. O jogador sofreu hoje uma fratura no tornozelo direito e será submetido nesta segunda-feira, a partir das 8 horas, a uma cirurgia no Hospital São Luiz, para onde ele foi levado de ambulância aos 24 minutos do primeiro tempo. A falta foi cometida por Amaral, mas num lance casual, no meio de campo. Ninguém reclamou de maldade. Quando Roger caiu no gramado, todos viram que era grave. Ele mesmo tratou de erguer o braço esquerdo, sinalizando sua dor. A troca foi imediata. Carlos Alberto entrou no seu lugar. Roger continuou na maca até a chegada dos paramédicos da Golden Cross, que o imobilizaram e o levaram para a ambulância, e depois para o hospital. O estádio parou. A torcida gritou o seu nome, dando-lhe força. O time se perdeu por alguns minutos, certamente preocupado e impressionado com o que havia acontecido com o meia. Esqueceram a bola e ficaram atentos em Roger. Depois do raio x feito às pressas no hospital, a dura constatação: fratura da fíbola e lesão no ligamento. Procedimento: cirurgia. Não há outra saída. O médico Joaquim Grava, que recentemente operou Mascherano, comandará a intervenção cirurgia amanhã de manhã. ?Os exames comprovaram a ruptura e a lesão no ligamento, que também ficou comprometido. O Roger terá de ser operado. Não há outra alternativa. Vamos fixar uma placa na fíbola e corrigir o ligamento. Toda cirurgia tem seus riscos, mas esta é feita diariamente e esperamos que mais nada dê errado?, informou hoje, ainda no São Luiz, o médico do Corinthians, Fábio Novi. ?O Roger não joga mais nesta temporada. Só volta no Paulistão de 2006. O Roger ficou muito abalado e ainda está?, concluiu. A contusão foi séria. O atacante Jô sofreu também uma fratura no tornozelo no dia 7 de setembro, no clássico com o São Paulo, aquele jogo que depois não valeu para nada e foi anulado por causa da ?máfia do apito?. Jô passou por cirurgia, andou de muletas e hoje ficou pela primeira vez no banco de reservas da equipe. As informações sobre Roger parecem mais dramáticas. Embora o médico corintiano tenha falado que ele poderá voltar no Paulistão, tudo dependerá de sua recuperação. O tempo estimado de tratamento é de dois meses. Roger era um dos jogadores mais usados pelos técnicos do Parque São Jorge. Sua pior fase foi com Daniel Passarella, que não gostava do seu futebol e sempre o tirava no segundo tempo. O meia atuou 44 vezes na temporada, contando os 15 minutos do primeiro tempo do jogo de hoje com o Vasco. É um número grande, mas não é o maior. Rosinei fez 46. E o goleiro Fábio Costa atuou 50 vezes. Com Antônio Lopes, Roger tinha lugar cativo na equipe. Só não jogava devido a maratona de partidas em curto espaço de tempo. Há quem diga, entretanto, que esse foi um dos motivos que ajudaram ou provocaram a contusão do meia. Desgastado e até cansado, ele poderia ter entrado sem tanta força na dividida. É possível. ?Temos agora de só pensar na sua recuperação. Acho que essas coisas em campo não temos como prever. Não há muito o que falar. Temos de esperar agora pela cirurgia e depois pensar no tratamento?, comentou o fisiologista Renato Lotufo, que tem feito exames específicos para saber o grau de desgaste de todos os jogadores do Corinthians. Muitas vezes foi ele quem ?escalou? o time para Lopes.

Agencia Estado,

30 de outubro de 2005 | 19h15

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