Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Roger defende Fabiano e diz que vaias atrapalham o lateral do Palmeiras

Técnico pede compreensão com falhas do jogador e afirma que reprovação só gera prejuízo para a equipe

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

06 Março 2018 | 07h00

O técnico Roger Machado, do Palmeiras, teve vários temas para explicar nesta segunda-feira, depois da derrota por 1 a 0 para o São Caetano, pelo Campeonato Paulista, no Allianz Parque. Além de justificar a escolha de um time bastante modificado, com dez alterações em relação ao jogo anterior, o treinador saiu em defesa do lateral-direito Fabiano, alvo de vaias da torcida pela atuação ruim.

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Inscrito na última semana no Estadual para repor a lesão do lateral Mayke, Fabiano jogou os primeiros minutos da temporada e não foi bem. Falhou na marcação do gol, errou passes, demonstrou insegurança e acabou perseguido pelo público na arena. A situação levou o treinador a pedir compreensão, para que a postura crítica não atrapalhe o atleta.

"Ter a tua torcida te vaiando, não te desejando estar em campo só traz prejuízo para gente. Quando era jogador, eu preferia estar em campo com 100 mil adversários em campo me vaiando do que duas mil pessoas do meu time desejando que não estivesse em campo", disse Roger, que disse não ter tirado o lateral durante o jogo para não expor Fabiano a mais vaias e tirar a confiança dele.

O treinador prometeu trabalhar para resgatar a confiança do lateral. Fabiano não estava inscrito inicialmente no Paulista e ganhou chance apenas pela decisão de poupar Marcos Rocha e pela lesão de Mayke ser grave. "Jamais vou queimar um atleta exclusivamente por não estar recebendo carinho do torcedor. Preciso que ele se resgate em campo, faça um jogo seguro porque nesse momento é nosso lateral. Se eu o tiro é mais fácil dispensá-lo do clube. Não faz sentido. Acredito nele", afirmou.

Modificado para o jogo com o São Caetano, o Palmeiras sofreu com falta de organização em campo, pois segundo o treinador, mesmo com os treinos, ficou difícil ter uma preparação adequada. "O entrosamento é diferente. Uma coisa é treinar, outra questão é jogar. Você sente falta disso", explicou. O Palmeiras teve na formação inicial cinco jogadores que pela primeira vez no ano foram titulares.

Roger fez as alterações para observar alguns jogadores e poupar titulares para o clássico com o São Paulo, na quinta-feira. Mesmo com a derrota, ele evitou criticar o time. "Estivemos o tempo todo no campo do adversário, sofremos alguns riscos nos contra-ataques, mas ficamos tristes pelo resultado. Serviu para algumas observações importantes em relação a rendimento dos jogadores que sabemos que em algum momento vamos precisar", comentou.

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