Roger e seu dilema caseiro no clássico

Faca de dois gumes. Ou Roger joga bem neste domingo e ajuda o Corinthians a derrotar o Palmeiras de Adriane Galisteu, agüentando as conseqüências em seguida de desagradar a namorada, ou faz corpo mole, mostra menos do que sabe e perde créditos com o técnico Daniel Passarella e com a torcida corintiana, certamente maioria no Morumbi. O meia, profissional como deveria ser, já tomou a decisão. E ainda provoca: "Acho que marcar um gol e dedicar a Adriane seria um presente, não? Tomara que ela não fique chateada".Assim que se apresentou ao clube, o ex-atleta do Fluminense e com passagem pelo Benfica, de Portugal, antecipou qual tinha sido o acordo com a namorada. "Ela pode torcer para o Palmeiras em todas as rodadas, menos quando o adversário for o Corinthians." Roger não soube dizer se Adriane estará nas arquibancadas do estádio, porém, aposta que seu time ganhará uma entusiasta temporária. "Tenho certeza que ela vai torcer por mim. Até porque se eu perder, o clima lá em casa fica ruim", disse. "Fico de baixo astral", explicou às pressas.O meia faz seu segundo clássico. Do primeiro, em sua estréia, não sobraram boas recordações: terminou com a derrota por 1 a 0 para o São Paulo. "Me sinto cada dia mais confiante. Não estava bem fisicamente, mas a tendência é melhorar." Espera não ser substituído novamente por Passarella, como ocorreu nas duas últimas partidas, diante de Cianorte e Santo André. "Eu entendi as mudanças. Na hora fiquei chateado por ser ´fominha´, igual quando tiram a bola de uma criança", contou. "Sou assim mesmo, quero jogar o tempo todo."O treinador argentino quer ver em sua equipe o estilo mais agressivo tantas vezes treinado, com melhores marcação e posicionamento. Roger, no entanto, está tranqüilo, não vai abrir mão de sua habilidade para acompanhar os atletas palmeirenses. "Os meias têm de ser criativos na visão do Passarella e, por isso, ficam livres", explicou o jogador, que comparou o confronto de logo mais a um Flamengo x Fluminense. "No Fla-Flu também não há favoritismo, as torcidas vibram independentemente das chances de título e acontecem sempre bons duelos."Seu companheiro na armação das jogadas, Carlos Alberto, teve uma semana difícil - para ampliar o raciocínio, não tem tido dias fáceis desde a sua chegada no Parque São Jorge. Ainda não atuou em nenhum clássico - estava suspenso tanto contra o Santos como diante do São Paulo -, não marcou gols pela equipe e agora, precisa mostrar serviço. "Ele se cansou durante a semana, se recupera de tendinite na coxa, mas nada que o impeça de entrar em campo", garantiu o técnico.

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