Roger não vê hora de ir para o Santos

O goleiro Roger, do São Paulo, está ansioso para vestir a camisa do Santos. Mas ainda não sabe quando isso será possível. O jogador já assinou a rescisão do contrato ? que vence dia 31 de janeiro ? com o time do Morumbi no começo de novembro, só que ainda aguarda a assinatura do presidente Marcelo Portugal Gouvêa para ser liberado.O jogador, que está há 8 anos no clube, recebeu proposta para se transferir para a Vila Belmiro em julho. ?Vou ganhar 50% a mais do que o São Paulo me paga?, diz Roger, que recebe cerca de R$ 40 mil mensais. ?Como não recebo aumento há 2 anos, foi combinado que se eu recebesse uma boa proposta eu poderia sair?, lembra. ?Eles não cumpriram com a palavra.?O São Paulo, no início, só aceitou liberar o jogador se o Santos pagasse U$S 1 milhão de multa rescisória. Depois, caiu para R$ 1 milhão. ?Quando chegou nesse número já estava praticamente acertado, mas eles voltaram atrás?, lamenta o goleiro, que ainda não sabe o porquê de tanta enrolação. ?Eu não quero acreditar que seja uma briga pessoal entre o Gouvêa e o Marcelo Teixeira (presidente santista) porque no futebol não cabe isso?, afirma. ?Tem que fazer o que é o melhor para o clube.?No acordo que fez com o São Paulo ? já assinado pelo diretor jurídico do São Paulo e pelo diretor de Futebol Juvenal Juvêncio ?, Roger abriu mão dos salários de novembro, dezembro, janeiro e do 13º. Mas como o presidente ainda não assinou, o goleiro está recebendo normalmente. ?Eles estão pagando 3 goleiros que são caros?, diz, lembrando de Rogério e Bosco. ?Acho até injusto receber por um serviço que não estou prestando.?Um dos temores de Roger era ser acionado na justiça por abandono de emprego. Afinal, já faz 3 semanas que o goleiro não aparece no CT do São Paulo. ?Fiquei com medo de uma ação trabalhista, mas me garantiram que isso não vai acontecer?, confirma o atleta, que segue treinando separado. ?Não posso ficar sem treinar. Se o presidente não assinar minha rescisão até o dia 31 de janeiro, vou ter de fazer a pré-temporada com o São Paulo.? Roger fez apenas dois jogos pelo time do Morumbi este ano. O último no dia 9 de julho, na vitória de 2 a 0 sobre o Flamengo. ?Depois da proposta não tinha mais clima para jogar. Conversei com o Autuori e chegamos à conclusão que era melhor ficar de fora.? Sobre o Mundial de Clubes, no Japão, a mesma explicação. ?Pensei no lado do grupo e não tinha lógica eu ir junto. Vou ficar na torcida.?Roger espera que Gouvêa assine sua liberação até o final do ano. E garante que não sairá chateado. ?Dependendo das explicações do presidente não tem por que ficar magoado?, diz. ?Mesmo reserva eu tenho uma história bonita no clube.? Quanto ao Santos, Roger avisa que é só questão de tempo. ?Eles estão querendo um goleiro e eu estou louco para jogar. Não vai ser por alguns dias que vou perder essa vaga.?

Agencia Estado,

07 de dezembro de 2005 | 19h52

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