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Roger quer explicação por substituição

O meia Roger, do Corinthians, não gostou de ser substituído no intervalo do jogo contra o Cianorte, quarta-feira, em Maringá (PR). E prometeu cobrar explicações do treinador. Mas a ira do jogador, na reapresentação do elenco, nesta quinta-feira à tarde, no Parque São Jorge, parece ter diminuído ao longo do dia.No embarque de Maringá para São Paulo, pela manhã, ele se mostrava bastante irritado. Em uma conversa informal, deixou isso bem claro quando um repórter lhe perguntou se havia se machucado jogo. "Não me machuquei, não gostei de ter saído e não tenho a menor idéia porque fui substituído."No desembarque em São Paulo, ainda nervoso, Roger deixou o aeroporto com a cara amarrada e em silêncio. Só à tarde, depois de ter participado do coletivo para os jogadores que não atuaram contra o Cianorte, aceitou conversar com os jornalistas abertamente sobre a substituição. No entanto, já não parecia tão nervoso, embora tenha revelado que pretende mesmo conversar com Passarella antes do treinamento desta sexta-feira. "Com certeza, vamos falar. Vou querer saber porque saí no intervalo, até por uma questão profissional. Se fiz algo de errado, preciso saber o que, até para não repetir o erro."Roger admitiu que ficou abalado no intervalo, quando foi avisado que sairia do jogo. Mas procurou reagir da maneira mais calma possível, até para não piorar o ambiente ruim do vestiário naquele momento. "Foi um balde d?água fria. Mas quando soube que iria sair, procurei ficar calado. Tenso como estava o vestiário, seria até covardia de minha parte pedir uma explicação naquela hora."Na entrevista desta quinta-feira, Roger só se surpreendeu quando alguém perguntou se a sua substituição tinha algo a ver com Sebastian Dominguez. Ainda em Maringá levantou-se a hipótese de que Passarella só o substituiu Roger no intervalo porque Sebá teria reclamado do companheiro. Segundo o argentino, o meia não participou da marcação como deveria.Por coincidência, o zagueiro argentino estava passando quando o assunto estava sendo discutido. Questionado, o zagueiro reagiu. "Jamais falo antes do final da partida e ele (Roger) sabe disso."Roger respondeu com uma brincadeira, misturando o português com o espanhol. "E se falasse eu daria uma porrada, tu és muy flaco." Depois dos risos, Roger usou o assunto para alfinetar Passarella, que tem cobrado aplicação dos atacantes na marcação. "Só sei que quanto mais você defende, menos força você vai ter no ataque. Mas isso quem decide é o nosso técnico."Independentemente de eventuais diferenças com Passarella, em um ponto ambos parecem pensar da mesma forma: vai demorar para que algum time grande, como o Corinthians, volte a ser surpreendido como na partida no Paraná. "Longe de mim querer justificar o resultado, mas nunca mais vamos levar três gols em 10 minutos. Ainda mais os gols da forma como saíram. No primeiro, o Fábio falhou e isso acontece. Foi um knock-down (nocaute). Aí, um minuto depois, saiu o segundo gol, também esquisito. Ficamos zonzos. Em seguida, o gol de bicicleta. Aí fomos a nocaute mesmo."

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