Roger tem apoio para substituir Ceni

No futebol atual vale tudo. Trocar o Palmeiras pelo Corinthians, brigar num dia e ser perdoado no outro, passar, em horas, de carrasco para herói, do inferno para o céu. Roger, que em 1998 foi mandado embora do São Paulo pelo técnico Paulo César Carpegiani e pela diretoria, tem, neste sábado, toda a confiança do treinador Oswaldo Alvarez e dos dirigentes, os mesmos de antes, para defender o time numa série de quatro partidas decisivas, duas pelo Campeonato Paulista e duas pela fase final do Torneio Rio-São Paulo.Ele virou peça-chave no atual elenco, porque o titular, Rogério Ceni, deverá ser convocado diversas vezes durante o ano para a seleção brasileira. Desbancou Alencar, que está no clube há mais de um ano e vinha ficando na reserva.Sua missão, a de provar que tem condições de substituir o ídolo da torcida Rogério Ceni, também titular da seleção brasileira, começa neste sábado, às 16 horas, em Matão, contra a Matonense. Segundo Vadão, o jogo é fundamental para as pretensões da equipe no Paulista. "Se não vencermos, vamos nos distanciar dos líderes e a classificação para as semifinais vai ficar mais difícil." Faltam 10 rodadas para o término da primeira fase. O Tricolor está na 7ª posição, com 8 pontos.Além de jogar nesta tarde, ele defenderá o time nos dois jogos finais do Rio-São Paulo, contra o Botafogo, nas quartas, dias 28 e 7. Enfrentará, também, a Ponte Preta no próximo sábado pelo Paulista. Rogério Ceni viaja para os Estados Unidos e para o México com a seleção brasileira e retorna apenas no dia 9.Roger iniciou a carreira no Flamengo, onde teve sucesso. Tinha o passe emprestado ao São Paulo em 97, mas, depois de uma ótima atuação contra o Santos, na partida em que o time venceu por 3 a 0, pela Copa dos Campeões Mundias, a diretoria resolveu comprar o passe. Dois momentos foram difíceis no Morumbi. O primeiro foi em 98, quando o Tricolor perdeu da Portuguesa por 7 a 2. Ele era o goleiro na ocasião. O segundo foi o pior. Acabou sendo dispensado do clube, em 99, depois que posou nu para uma revista gay.Não gosta nem de relembrar o fato e diz insistentemente que se arrepende do que fez. "Depois da confusão não quis nem saber quantos exemplares da revista foram vendidos", brinca.Agora, que Carpegiani não está mais no clube, a diretoria resolveu reintegrá-lo. Seu passe, que foi emprestado para Vitória e Portuguesa, pertence ao São Paulo. Na atual temporada, atuou apenas uma vez, na derrota para o Rio Branco por 2 a 1.O presente de grego dado por Rogério Ceni não o assusta. Em 97, também teve de "segurar uma bomba". Entrou na partida decisiva da Supercopa, contra o River Plate, na Argentina, e não decepcionou.

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