Roger volta ao gol, quase 1 ano depois

O goleiro Roger Noronha nem se lembra direito da última vez que atuou como titular do São Paulo. "Faz tanto tempo... só recordo que tive uma boa atuação", contou. De fato, faz tempo: dia 1.º de agosto do ano passado, no empate por 1 a 1 diante do Internacional, em Porto Alegre. Neste sábado, contra o Flamengo, às 18h10, no Morumbi, terá a rara oportunidade de substituir Rogério Ceni. "Ele não me dá chance de jogar, mas se fosse eu, faria o mesmo", brincou. Rogério só não atuará pelo fato de a comissão técnica ter decidido poupar os titulares para o duelo decisivo da Taça Libertadores, contra o Atlético-PR, quinta-feira. Mesmo sem jogar nenhuma vez na competição, Roger está tão concentrado na possibilidade do título quanto os companheiros. "O primeiro jogo da final ainda está na nossa cabeça, não dá pra esquecer", diz, alerta para a necessidade de derrotar o Flamengo. "A Libertadores acaba esta semana, mas o Brasileiro vai até dezembro, é melhor começarmos a vencer já para não entrarmos numa situação difícil." NA JUSTIÇA - Revelado pelo Flamengo e com passagens por Portuguesa e Vitória, Roger não sentirá saudade ou nostalgia por enfrentar a ex-equipe. O jogador move processo trabalhista contra o clube carioca por sete anos sem receber férias, 13.º salário e Fundo de Garantia. "Joguei 11 anos no Flamengo, mas nem se compara ao carinho que tenho pelo São Paulo", afirma. "Aqui, sou respeitado." Exatamente por essa consideração, Roger ainda não pensa numa possível transferência no fim do contrato - que vai até janeiro. "O Cláudio (Guadagno, empresário) me telefonou, com uma proposta do Santos", revelou. "Mas eu só vou pensar nisso depois da Libertadores", disse. "Para trocar o São Paulo por outro clube, só se a proposta for realmente muito boa."

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