Leandro Lopes/CBF
Leandro Lopes/CBF

Rogério Caboclo enfrenta nova denúncia de assédio moral na CBF

Fernando França, diretor de Tecnologia da Informação da entidade, alega ter sofrido injúria, difamação e ameaças

Marcio Dolzan/RIO, O Estado de S.Paulo

26 de junho de 2021 | 13h34

Afastado provisoriamente do comando da CBF desde o dia 6 de junho por decisão do Comitê de Ética da CBF, após ser denunciado por assédios moral e sexual por uma funcionária, Rogério Caboclo teve nova acusação protocolada contra ele no mesmo órgão. Dessa vez, o diretor de Tecnologia da Informação (TI) da CBF, Fernando França, acusa Caboclo de assédio moral. O presidente afastado da CBF negou a acusação em nota oficial.

A informação foi divulgada inicialmente pelo GE, e confirmada pelo Estadão. A denúncia de França foi protocolada na terça-feira, 22. O diretor alega que Rogério Caboclo o injuriou, difamou e fez ameaças diante de outro funcionário da entidade durante uma reunião no apartamento de Caboclo, no Rio, no mês de abril.

O Estadão pediu posicionamento a Rogério Caboclo sobre essa nova denúncia e recebeu uma nota oficial da assessoria como resposta. Nela, o presidente afastado da CBF afirma que França está mentindo e que as escutas são ilegais - leia na íntegra no fim da matéria. 

A acusação protocolada nesta semana pode complicar ainda mais a situação do presidente afastado. O Comitê de Ética da entidade tem até o dia 6 de julho para se manifestar sobre o afastamento temporário - o órgão pode prorrogar a suspensão por mais 30 dias ou recomendar o afastamento definitivo do cartola. Nesse caso, seria necessária a convocação de uma assembleia com os 27 presidentes das federações estaduais para votar pela destituição definitiva do dirigente.

Nas últimas semanas, Rogério Caboclo tem entrado em contato com cartolas dos estados para se defender das acusações de assédio. Caso o Comitê de Ética recomende seu afastamento definitivo do cargo, ele precisará dos votos de sete, dos 27 presidentes de federações, para se manter no cargo. 

CONFIRA A NOTA COMPLETA DE CABOCLO:

O presidente da CBF, Rogério Caboclo, considera ridículas as acusações mentirosas feitas pelo diretor de Tecnologia da Informação da entidade, Fernando França. Caboclo nunca seria capaz de pedir para ele nem para ninguém para gravar adversários ou qualquer outra pessoa.

É fato notório que foram os opositores de Rogério Caboclo os responsáveis pelas escutas ilegais. Os vazamentos seletivos de trechos de conversas gravadas desde 2018 somente prejudicaram o próprio presidente afastado, logo depois da deflagração de um golpe para a sua saída da presidência. Se confirmada a informação da reportagem, Caboclo tomará todas as medidas criminais e cíveis contra o diretor.

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