Maurício de Souza
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Rogério Ceni colhe frutos dos treinos especiais das férias

Aos 42 anos, goleiro fez preparação especial nas férias e cuidou da alimentação para conseguir acompanhar o ritmo dos mais jovens

Gonçalo Junior, O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2015 | 07h00

As 12 defesas que Rogério Ceni fez contra o Santos – seis delas muito difíceis, e duas extraordinárias –, além das outras boas atuações do goleiro no Campeonato Paulista, são o resultado do talento do goleiro e também de uma preparação física especial nas férias, cuidados com a alimentação – pouca massa, nada de doces e refrigerantes –, bastante repouso e sessões de fisioterapia para diminuir as dores no corpo. Todos os cuidados foram específicos para que um jogador de 42 anos possa aguentar o tranco. 

No final de 2014, quando decidiu renovar o contrato até agosto deste ano, Rogério reuniu a comissão técnica e pediu um programa para conseguir acompanhar os jovens e minimizar as dores no corpo – o grande drama dos atletas mais velhos.

Durante as férias, usou mais da metade dos 30 dias com treinos. Alternava exercícios de fortalecimento muscular – musculação na academia – com exercícios aeróbicos como esteira, bicicleta e caminhada. Sem exageros, poderia treinar entre duas e três vezes por semana. “Preparamos uma rotina para que ele não sofresse tanto e acompanhasse o ritmo do restante do grupo na pré-temporada”, afirma o preparador de goleiros Haroldo Lamounier, um dos responsáveis pela boa fase de Rogério. 

 

A dieta foi rigorosa. Evitar massas, carboidratos, gorduras, doces e refrigerantes. Para compensar, tomar bastante líquidos. Lamounier explica que os jogadores conseguem queimar esses excessos com facilidade durante os treinos. Por outro lado, nas férias, com menor carga de exercícios, o peso sobe. Rogério seguiu os conselhos e voltou com pouco mais de um quilo acima do peso que considera ideal, entre 88 e 89 kg. Sua capacidade física estava entre 60 e 70% do ideal. 

Faltava consertar o sono, um problema na vida de Rogério – que só consegue dormir entre quatro e cinco horas por noite. A orientação dos profissionais foi para que ele ficasse deitado, mesmo sem pregar os olhos. 

A comissão técnica informa que Rogério adicionou um diferencial particular a essas recomendações: a experiência. “O Rogério conhece os jogadores, sabem como finalizam, os cantos preferidos. Esse é um grande diferencial e ajuda muito na hora dos jogos”, revela o preparador de goleiros. 

Intensidade. Os treinos são intensos, velozes e com poucas repetições. O objetivo é desenvolver força, resistência e velocidade. Tudo dura cerca de duas horas – treinos de longos períodos também são evitados para que ela tenha melhores condições para se recuperar. Depois dos treinos, sessões diárias de fisioterapia para diminuir as dores. Nos dias após os jogos, só recuperação muscular. 

Muricy também se sente responsável pelo bom momento e tem orgulho de ter convencido Rogério Ceni a adiar a aposentadoria. “Foi difícil convencê-lo, mas a gente sabe da qualidade técnica dele. Ele está cada vez melhor.”

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