Rogério Ceni detona diretoria: 'Paramos no tempo'

Derrota fez o goleiro abrir fogo e deixar clara sua insatisfação com os rumos do clube nos últimos anos

FERNANDO FARO, Agência Estado

18 de julho de 2013 | 08h34

SÃO PAULO - Acostumado a levantar troféus e conquistar títulos, o goleiro Rogério Ceni mostra que está perto de explodir. A derrota na segunda partida da Recopa para o Corinthians por 2 a 0, na noite de quarta-feira, no Estádio do Pacaembu, fez o goleiro abrir fogo e deixar clara sua insatisfação com os rumos do clube nos últimos anos.

Sem citar nominalmente a diretoria, o goleiro lamentou mais uma derrota - a sexta seguida - e fez uma avaliação dura do futuro do clube. Para ele, o São Paulo ficou preso no tempo e permitiu que os rivais o ultrapassassem dentro e fora de campo.

"É um momento muito ruim e chegou a hora de reconstruir o time do zero. Precisamos fazer algo muito melhor se quisemos brigar por algo. Os problemas (do São Paulo_ são muito grandes, mas não me sinto à vontade de falar aqui, mas paramos no tempo. Nós paramos e outros seguiram", disparou o goleiro, que tem relação fria com o presidente Juvenal Juvêncio.

Esconder o incômodo com a falta de comprometimento dos companheiros e a demora da diretoria em reforçar o elenco tem sido tarefa cada vez mais difícil para o capitão. A cada declaração uma farpa acaba sendo direcionada ora para os companheiros, ora para os diretores.

O goleiro também fez uma análise dura do trabalho de Ney Franco, demitido recentemente e com quem tinha relação ruim. Ao comentar o legado dos últimos 12 meses, Rogério voltou a metralhadora para o antigo chefe.

"Zero. Zero. Nenhum", disse. Vale lembrar que Ney Franco ficou exatamente um ano à frente do clube.

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