Rogério Ceni: dia quase perfeito

Tranqüilidade é algo que o técnico da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, há tempos não sabe o que é. E parte da culpa por isso é do goleiro do São Paulo, Rogério Ceni. Ausente das convocações, ele se tornou um dos jogadores mais exigidos. Fica atrás somente do artilheiro Romário. E depois da partida de hoje no Morumbi, o que era dor de cabeça se transformou em uma autêntica enxaqueca para Felipão. Rogério fez boas defesas, agarrou um pênalti e, só para completar, fez um de seus mais belos, e cada vez mais comuns, gols de falta. Só não foi tudo bem porque, logo na seqüência, viu algo que julgava difícil de acontecer ganhar forma. Enquanto festejava seu gol, viu Roger, com habilidade, chutar do meio-campo para acertar as redes são-paulinas enquanto ainda corria de volta para a área. "Foi uma infelicidade, é verdade, mas é necessário destacar o mérito do jogador", observou o goleiro. "O Roger foi talentoso, embora ache que, naquele lugar, ele não joga a bola tão cedo novamente." Independente do resultado, Rogério disse que iria feliz para casa. Tudo por causa da felicidade de ter participado de um grande jogo de futebol. Para ele, São Paulo e Fluminense ofereceram aos torcedores algo que todos cobram: espetáculo. "Foi lindo. Uma partida cheia de alternativas, com grandes jogadores no campo", disse. Apesar disso, ele não deixou de identificar alguns problemas em sua equipe. "Como time deixamos um pouco a desejar.Somos muito bons na hora de atacar. Porém, no momento de defender, estamos frágeis. É necessário cuidar mais desse detalhe."

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