JF Diório/Estadão
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Rogério Ceni e diretor do São Paulo se resolveram após conversa, diz Autuori

Goleiro e Adalberto Baptista trocaram farpas depois da nova derrota para o Corinthians

FERNANDO FARO, Agência Estado

19 de julho de 2013 | 19h57

SÃO PAULO - A troca de farpas pública entre o goleiro Rogério Ceni e o diretor de futebol do São Paulo, Adalberto Baptista, chegou ao fim nesta sexta-feira. Pelo menos foi o que garantiu o técnico Paulo Autuori, que revelou uma conversa do dirigente com o elenco, na qual, segundo ele, a paz teria sido selada.

"Hoje, além do trabalho de campo, precisamos fazer uma gestão de pessoas. Não é fácil, é preciso entender e respeitar as diferenças de cada um. Quando você tem isso, você consegue administrar. Houve uma conversa do Adalberto com todos nós do elenco e isso foi resolvido", declarou.

A polêmica envolvendo Adalberto Baptista e Rogério Ceni quando o goleiro disse que o São Paulo "parou no tempo", após a perda da Recopa sul-americana para o Corinthians. Na última quinta, o dirigente afirmou que Rogério tem uma lesão no pé direito e que isso dificulta a sua reposição de bola. Nessa sexta-feira, o goleiro retrucou e garantiu que está 100% recuperado da lesão.

Para Autuori, isso tudo ficou no passado e é fruto da fase difícil pela qual passa o São Paulo, com nove partidas sem vitória, sendo seis derrotas consecutivas. "Você resolve um assunto com três questões: onde, quando e com quem. Isso foi feito e respeitado. Estamos em um momento difícil e só entendo o futebol trabalhando em harmonia."

Além de tirar do clube a chance de conquistar a Recopa, o retrospecto causou uma queda vertiginosa do São Paulo na tabela do Campeonato Brasileiro. A equipe está à beira da zona do rebaixamento, com oito pontos, na 14.ª posição, apenas um ponto à frente do Vasco, que hoje cairia para a Série B. Para piorar, o time paulista tem um jogo a mais na competição.

"Estamos numa situação que não gostamos e precisamos mostrar que não merecemos. Em termos de resultados, não há o que fazer. A desconfiança ou falar em rebaixamento é situação natural, elas falam em decorrência da tendência negativa; primeiro precisamos parar isso para depois reagir. Se vamos passar por isso ou não é o desafio que estou colocando aos jogadores", comentou Autuori.

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