Rogério Ceni elogia união de Pelé e CBF

Titular absoluto da seleção e um dos melhores jogadores em atividade no Brasil, o goleiro Rogério Ceni comemorou a aliança entre Pelé e o presidente da CBF, Ricardo Teixeira. Para o jogador, a união poderá resultar em benefícios para os jogadores, especialmente em relação ao calendário, um dos mais antigos problemas do futebol brasileiro. "Todos os que estão crucificando o Pelé se esquecem que hoje ele exerce uma outra profissão (a de empresário) e de uma forma ou de outra está tentando ajudar o País."Rogério reconhece ser um sonho a elaboração de um calendário para os próximos anos, proposta apresentada terça-feira em Brasília, numa solenidade que reuniu também Carlos Melles, ministro do Esporte e do Turismo, e João Havelange, ex-presidente da Fifa. "Se conseguirmos um bom calendário para o próximo ano já será suficiente", disse o goleiro do São Paulo, convocado nesta quarta-feira para o jogo contra o Equador, dia 28, pelas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002.O atual calendário está bem melhor que o do ano passado, pelo menos para o São Paulo, na opinião de Rogério. O clube tem jogado apenas nos finais de semana pelo campeonato estadual e às quartas-feiras, por outros torneios, como o Rio-São Paulo, encerrado há oito dias, e a Copa do Brasil, que para o clube começa na próxima quarta-feira, contra o Botafogo, da Paraíba. "O que ainda não conseguimos é um prazo de 30 dias de férias e 20 dias de pré-temporada, para todos os clubes, indistintamente", afirmou.Rogério Ceni também reivindica que, nas semanas em que a seleção brasileira estiver em atividade, os campeonatos sejam paralisados. "Seleção deveria ser prioridade, como acontece na Europa."Lei do Passe - Ao contrário de muitos companheiros de profissão, o goleiro do São Paulo também está torcendo para que os jogadores se tornem realmente livres a partir do próximo dia 26, quando deverá entrar em vigor a nova legislação relativa ao passe. Na opinião de Rogério, que ganha R$ 130 mil mensais (não declarados) e tem contrato com o Tricolor até 2004, o futebol se tornará muito mais profissional com o final do passe e vai beneficiar jogadores e clubes. "Quem se destacar vai ter emprego sempre", acredita. "Por outro lado, ninguém vai pagar uma monstruosidade para um atleta acomodado, sem vontade."

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