Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Rogério Ceni faz 40 anos de olho em mais títulos no São Paulo

Goleiro e ídolo do Tricolor espera último ano da carreira com conquistas

Fernando Faro, O Estado de S. Paulo

22 Janeiro 2013 | 08h05

SÃO PAULO - Rogério Ceni chega aos 40 anos com a mesma fome de títulos que marcou sua carreira desde os primórdios. Do garoto que era a aposta para substituir o consagrado Zetti à idolatria nutrida pelos milhões de torcedores do São Paulo pelo Brasil, o camisa 1 continua o mesmo profissional obcedado pela perfeição e profissionalismo que o transformaram em um dos jogadores mais respeitados pelos companheiros e exemplo de comprometimento.

Os números do atleta pelo São Paulo são maiúsculos. Foram incríveis 1051 partidas com a camisa do Tricolor desde sua estreia em 1993 e 107 gols marcados, feito que o coloca como maior goleiro-artilheiro da história. Ganhou 22 títulos pelo clube, sendo 11 como titular. O mais marcante, sem dúvidas, foi o tricampeonato Mundial em 2005, com direito a atuação de gala na final contra o Liverpool e prêmio de melhor jogador da competição. Pela seleção, pouco brilhou embora tenha feito parte da conquista do Penta em 2002 como reserva de Marcos. Porém, como sempre disse, o São Paulo sempre foi sua grande paixão.

Nem tudo foram flores nesse período. Duas lesões graves nos últimos anos - uma no tornozelo, em 2009, e outra no ombro no início do ano passado - fizeram alguns colocarem em xeque sua carreira, mas Ceni conseguiu dar a volta por cima. O episódio mais controverso, porém, aconteceu fora de campo e nunca ficou bem explicado. O goleiro apareceu com uma suposta proposta do Arsenal e acabou afastado por quatro semanas pelo então presidente Paulo Amaral, que negou a procura dos ingleses e o acusou de forjar o documento para conseguir um aumento salarial. Quase deixou o Morumbi, mas ficou para cravar seu nome como um dos maiores ídolos da história do São Paulo.

As ótimas defesas na partida contra o Mirassol na estreia do Campeonato Paulista mostram que Rogério não está em ação apenas para bater recordes. Reconhecido como um "fominha" que não abre mão de um jogo, é o desejo por títulos que o fez renovar contrato por mais uma temporada. "A vontade de ganhar superou tudo e estar há mais de 23 anos no mesmo clube, com as mesmas pessoas, faz com que eu não possa fazer mais além de agradecer ao futebol", disse o jogador ao site da Conmebol.

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