Rogério Ceni: fim da espera de 11 anos

Ao falar da final desta quinta-feira contra o Atlético-PR, Rogério Ceni começa a entrevista dizendo a velha frase: "Esse é o jogo mais importante porque é o próximo. Virão outros". Logo, porém, assume a verdade. Espera por este dia há 11 anos, desde que viu o São Paulo perder o título para o Vélez Sarsfield na Libertadores de 94 - era o reserva de Zetti naquela época. Para o goleiro, chegou a sua grande hora."Não existe a menor dúvida de que, se ganharmos a Copa Libertadores, será uma conquista mais importante para mim do que foi a Copa do Mundo de 2002. Essa conquista, se vier, será pelo clube que me revelou e me formou. Por isso, é tão importante assim", admitiu o goleiro e capitão do São Paulo.Quando fala da Libertadores, Rogério Ceni perde todo o distanciamento. "Para nós, são-paulinos, é mais importante até do que o Mundial de Clubes. O Mundial é uma conseqüência, a Libertadores é uma grande conquista", explicou o goleiro."Foi o São Paulo que mostrou aos outros clubes brasileiros a grandeza da Libertadores. É a competição mais importante das Américas e dá projeção internacional ao clube. Por isso é que a torcida responde, vai a campo e mostra a sua obsessão por esse título. E tem nos ajudado muito", lembrou o grande ídolo são-paulino dos últimos anos e principal jogador do time nesta campanha.São os 90 minutos mais importantes de Rogério Ceni. É a decisão, a diferença entre o título e o fracasso. "Nós fizemos 13 partidas até agora. Fomos muito bem, mas tudo isso é insignificante diante da importância desse jogo final. Agora, não tem volta, não tem como recuperar, não tem como consertar um erro qualquer. Se não vencermos, tudo o que fizemos será esquecido", garantiu o goleiro, com a experiência de ter participado, como reserva, de um título (93) e de um vice (94) do São Paulo na Libertadores.Para Rogério Ceni, o título, se vier, será conquistado de forma bem difícil. "Eu acho que vai ser um jogo muito duro. Não vai ser fácil. Quem pensa nisso, está enganado", afirmou o goleiro, que aposta na força dos torcedores são-paulinos no Morumbi que estará lotado. "É a nossa casa. E vamos deixar a nossa alma em campo. É lindo jogar com o apoio dessa torcida sensacional."

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