Sergio Castro/Estadão
Sergio Castro/Estadão

Rogério Ceni ganha elogios de candidatos à presidência do São Paulo

Dirigentes avisam que vão manter o treinador no cargo e sonham com o apoio do técnico da equipe na eleição de abril

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

24 Fevereiro 2017 | 07h03

A disputa eleitoral no São Paulo começa a esquentar e ambos os lados garantem que vão manter o técnico Rogério Ceni no comando da equipe. Carlos Augusto Barros e Silva, o Leco, espera contar com o apoio do atleta no pleito de abril. "Imagino que sim. Me dou super bem com ele, ele expressa isso e se identifica nas situações mais simples do cotidiano. Estive com ele depois do jogo, conversamos, ele está vendo que esse é um São Paulo que ele gosta", disse.

Seu adversário é José Eduardo Mesquita Pimenta, que foi presidente do clube entre 1990 e 94, também ressalta sua relação com o ex-goleiro. O Rogério começou comigo, tenho uma afinidade muito grande com ele. Pode ser que ele declare algum apoio, mas eu duvido. Ele tem muito carinho por mim, pela minha família, começou comigo. Acho que ele vai se manter neutro", afirmou.

Os dois sabem que Ceni é um grande cabo eleitoral, mas é possível que ele não se envolva com a política do clube. Uma garantia que tem é que nenhum dos dois cogita uma troca no comando da equipe caso seja eleito. "Ele será o técnico, neste momento não tenho dúvida nenhuma. Estou gostando do trabalho dele e quero dar oportunidade para ele se firmar. É muito competente e será um bom treinador sem dúvida nenhuma", avisou Pimenta.

Se o primeiro contrato de Ceni como jogador foi feito por Pimenta, o primeiro contrato como técnico foi com Leco. E o atual mandatário confessa que está gostando bastante do trabalho dele no São Paulo. "Não imaginava que os resultados viriam tão rapidamente", comentou o dirigente, que também atendeu alguns pedidos do comandante para reforçar a equipe.

Leco entende que o trabalho ainda tem muito a evoluir e espera que o sistema defensivo do time melhore, para evitar que o time sofra tantos gols, mesmo com o ataque funcionando bem. "Isso era bom no time do Santos, que fazia sete gols e tomava três ou quatro. Nós não estamos preparados para isso. Precisamos parar de tomar gol. Ainda bem que agora estamos fazendo. O Rogério falou para mim que estamos vivendo emoções. Isso vamos corrigir", comentou.

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