Rubens Chiri/ saopaulofc.net
Rubens Chiri/ saopaulofc.net

Rogério Ceni mantém bom retrospecto em clássicos, com aproveitamento superior ao de Abel Ferreira

Em sua segunda passagem pelo São Paulo, treinador mostra equipe competitiva nos grandes jogos e alcança números melhores do que o início dos demais técnicos dos quatro grandes do Estado

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2022 | 14h51

Mesmo longe de apresentar o melhor futebol do Brasil, o São Paulo de Rogério Ceni segue vencendo e quebrando marcas. Com a vitória desta quinta-feira sobre o Palmeiras, por 1 a 0, pela Copa do Brasil, o treinador mostrou, novamente, que sua equipe continua sendo competitiva nos clássicos, e esse domínio se reflete nos números de sua segunda passagem pelo tricolor paulista.

Em 11 clássicos, sua equipe venceu oito partidas, empatou uma e perdeu apenas duas, ambas para o Palmeiras. Com 75,75%, o treinador tem o melhor aproveitamento geral em comparação aos demais treinadores: Abel Ferreira, Fabián Bustos e Vítor Pereira — este que venceu seu primeiro clássico nesta quarta-feira, diante do Santos, pela Copa do Brasil.

Ceni assumiu o comando do São Paulo em outubro do ano passado, após a saída de Hernán Crespo. Logo em sua segunda partida à beira do campo, sua equipe derrotou o Corinthians, por 1 a 0. Desde então, segue como um obstáculo aos treinadores dos arquirrivais.

O português do Palmeiras, que tem o trabalho mais longevo dentro todos os clubes da Série A, tem um aproveitamento inferior ao de Rogério Ceni em seus primeiros 11 clássicos disputados. Assumindo o comando do alviverde em 2020, Abel venceu quatro clássicos — um deles, a final da Libertadores de 2020 contra o Santos —, empatou cinco e perdeu outros dois, por coincidência para o São Paulo, de Fernando Diniz e Crespo.

Mas não é só no aproveitamento que Ceni tem um início superior ao de Abel Ferreira nos clássicos. O poder ofensivo também se destaca. O ataque do São Paulo marcou 18 gols nesses 11 jogos, dois a mais que o Palmeiras nos primeiros clássicos do português no comando. Na defesa, ambas as equipes foram vazadas 11 vezes. Por mais que a diferença seja pequena, os números mostram que o trabalho de Ceni pode ir além.

"Eu garanto para vocês que o cara que melhor pode representar neste momento de dificuldade do clube está aqui. Vocês (da imprensa) me batem bastante, mas eu fui feito para apanhar desta maneira", afirmou o treinador são-paulino após a vitória de ontem sobre o Palmeiras.

A evolução de Ceni, quando o seu primeiro e segundo trabalho pelo São Paulo são comparados, é ainda mais notável. Em 2017, o treinador assumiu o comando do clube em que foi ídolo, mas não conseguiu obter resultados satisfatórios para a diretoria. Em 2017, sua primeira passagem terminou com 37,5% nos clássicos. Sua principal conquista na época foi a Flórida Cup, diante do Corinthians, nos pênaltis.

Ainda sem completar um ano desde que reassumiu o São Paulo, Ceni ainda convive com questionamentos. Apesar dos números em clássicos, as duas derrotas para o Palmeiras, incluindo a goleada por 4 a 0 na final do Campeonato Paulista deste ano, marcam a sua segunda passagem.

Com o triunfo pela Copa do Brasil, Ceni defendeu sua equipe das críticas e mostrou confiança com o bom desempenho em mais um clássico. "A vitória de hoje mostrou que fizemos um bom jogo também na segunda-feira, quando sofremos dois gols em bolas paradas e o primeiro no minuto 91.”

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