Rubens Chiri/Divulgação
Rubens Chiri/Divulgação

Rogério Ceni pretende aproximar time profissional das categorias de base

Novo técnico do São Paulo tem observado partidas e conversado com a comissão técnica em Cotia

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

08 de dezembro de 2016 | 17h13

Uma das intenções de Rogério Ceni, que será apresentado oficialmente nesta quinta-feira no São Paulo, é olhar com carinho para as categorias de base no Centro de Treinamento de Cotia. O novo treinador do clube já vem observando de perto atletas e o próprio pessoal da base já se sente feliz com o contato próximo com o comandante de 2017.

"A gente fica muito feliz de ter um profissional com tudo que ele representa tendo a humildade de participar, de vir e interagir com a gente. Ele já tinha feito isso em Cotia, acompanhando uma semana inteira de treinos, então quem vai ganhar com isso é o São Paulo, de ter uma afinação muito grande entre o profissional e principalmente o sub-20, que são os meninos que estão mais perto de subir", conta André Jardine, técnico do sub-20.

Ceni não apenas acompanhou treinamentos no CT da base como também foi a jogos. Um dos mais recentes foi a vitória de 3 a 1 do São Paulo sobre o Bahia, no primeiro jogo da final da Copa do Brasil Sub-20 - a segunda partida é nesta quinta-feira, em Salvador. "Ele esteve no vestiário no intervalo, participou de nossa reunião técnica antes da preleção, contribuindo com a sua percepção", revelou Jardine.

O novo treinador do time principal ainda não anunciou como será formada sua comissão técnica, mas é possível que busque profissionais que atualmente trabalham em Cotia. "Todos nós da base temos o sonho de trabalhar na Barra Funda e ajudar o profissional diretamente, pois já ajudamos indiretamente. Essa decisão é pessoal do Rogério, ele tem de trabalhar com as pessoas de confiança que ele acredita", diz Jardine.

Ceni, por exemplo, vai trabalhar com dois auxiliares estrangeiros, o inglês Michael Beale e o francês Charles Hembert. A opção vai mudar alguns conceitos no clube. "Ele precisa ter um estafe muito qualificado porque o treinador hoje é apenas uma parte, muito importante, de um todo onde cada um tem de ser muito competente em sua área. Estamos ali para ajudar", completa Jardine, torcendo para que o trabalho do ex-goleiro dê bons frutos.

"A gente torce e tem tudo para dar certo. Muitos grandes jogadores começaram como técnicos pelo time principal. Ele tem experiência de sobra, tem acervo imenso de bons treinadores, é uma pessoa muito inteligente e rapidinho vai se adaptar à função. Da minha parte, estou muito feliz de poder contribuir e o recado para ele foi que pode contar com a gente para o que der e vier. Vamos trabalhar para servir ele da melhor maneira possível."

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