Rogério Ceni quer o mundial de clubes

A pergunta - inevitável a cada gol marcado - se repete. uma vez mais. É sobre a Seleção Brasileira. É o que falta para coroar e recompensar uma carreira de quem já está na história do São Paulo. "Não", responde Rogério Ceni rapidamente. Ele desvia o olhar e aponta os imensos pôsteres - 1,20 m de largura por 0,80m de altura - com fotos do São Paulo bicampeão mundial em Tóquio. "Copa, já tenho uma. O mais importante agora é estar em uma foto dessas", afirma, sem titubear.Não que o título seja necessário para marcar sua história no clube. "Meu trabalho individual, a história que escrevi, isso nunca será negado. Já foi reconhecido. O título é importante para o reconhecimento do nosso time. O São Paulo, o Santos e o Boca tinham time para ser campeão no ano passado. E o campeão foi o Once Caldas, que não tinha time para isso. Não importa. Eles ganharam. Nós queremos ganhar também."E a cada gol marcado, ele sabe que se aproxima disso. Sente que está em um time forte, com possibilidades de ser campeão. Um time que, como ele, entrará na história. "Temos a possibilidade de ser o primeiro time brasileiro a ser tricampeão da Libertadores. E, se isso acontecer, podemos ser o primeiro time brasileiro a ganhar três títulos mundiais. É muita coisa boa. Vamos lutar por isso."A luta será jogada com as armas de sempre: o dom dos artistas e a responsabilidade de um operário padrão. "Tem muita gente que gosta de jogar. Eu gosto de jogar, de treinar e de me concentrar. Adoro o que faço. Isso ajuda muito."O perfeccionismo está presente em todos os momentos. Em casa, após o jogo, viu várias vezes o jogo, que havia gravado. Queria saber qual foi o erro no pênalti. "Acho que o pé de apoio estava muito perto da bola, mas já passou. Vou continuar treinando e batendo."Ceni olha para trás, vê uma carreira vencedora, mas não vê nisso o seu maior mérito. "Eu me orgulho mesmo é da forma como consegui tudo. Não tive empresário para me colocar no São Paulo. Vim com meu pai, sem nada. Treinei muito, trabalhei muito. Tudo o que eu faço é por amor."O de quarta-feira, foi mais um jogo memorável em sua vida. O segundo mais importante, diz. "Aquele contra o Rosário Central, o ano passado, ainda é incomparável. Nunca vou esquecer." Nem pode. Defendeu um pênalti e converteu outro. Mas, é passado. Ele já pensa no futuro próximo. "Vamos fazer um gol no México para garantir logo essa vaga."

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