Rogério Ceni revela que decidiu adiar aposentadoria na sexta

Goleiro do São Paulo assinou contrato até agosto de 2015 para disputar a Copa Libertadores, com aval do técnico Muricy Ramalho

Paulo Favero, O Estado de S. Paulo

30 de novembro de 2014 | 19h50

O goleiro Rogério Ceni confessou que decidiu sua permanência no São Paulo para a próxima temporada e consequente adiamento da aposentadoria somente na última sexta-feira, quando foi anunciado a prorrogação de contrato até 5 de agosto. "Tive uma reunião de dez minutos com o presidente Aidar e definimos", contou, lembrando que ainda nem assinou um documento. "Está apalavrado".

Ele explicou que foi suscetível aos pedidos de dirigentes, companheiros, torcedores e do técnico Muricy Ramalho, com quem mantém ótimas relações desde 1994. "Ele tem grande influência em toda minha carreira. Foi com ele que comecei, com ele que passei a cobrar faltas, que conquistei títulos. A confiança dele é importante para eu continuar", disse.

Contra o Figueirense, ele falhou feio no gol de empate do adversário, ao dar a bola nos pés de Mazola, que tocou para o gol vazio, e reconheceu o erro. "Eu poderia ter mandado para a lateral, mas tentei cavar e a bola escapou. O erro foi meu. A responsabilidade do lance é minha", afirmou.


Apesar da falha, o capitão do São Paulo foi homenageado pela torcida e espera retribuir o carinho nos próximos meses. "O que pesou para eu ficar foi o prazer de jogar futebol e no São Paulo, o peso dessa torcida, a melhora de produção da nossa equipe, e um grupo muito bacana de se trabalhar. Seria muito importante colocar um quadro desse time na parede, de campeão da Copa Sul-Americana, mas infelizmente não deu", concluiu.

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